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sábado, 3 de maio de 2014

[Novo post] Por uma direita menos fofoqueira




lucianohenrique publicou: " Imagine que você tenha se tornado um exímio debatedor, desenvolvendo alta capacidade de identificar estratagemas adversários. Mesmo que a identificação de engodos tenha sido um conhecimento suportado pelos guias de falácias, o conhecimento da Dialétic" 




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Nova publicação em Ceticismo Político 






Por uma direita menos fofoqueira






Imagine que você tenha se tornado um exímio debatedor, desenvolvendo alta capacidade de identificar estratagemas adversários. Mesmo que a identificação de engodos tenha sido um conhecimento suportado pelos guias de falácias, o conhecimento da Dialética Erística, de Arthur Schopenhauer, tornou-se seu diferencial para debates. Sua capacidade de identificar mudanças de modo, ampliações indevidas, homonímias sutis e outras formas de truque é elogiada por todos que acompanham seus debates.

Tudo vai bem até o dia em que você descobre que Schopenhauer cometeu uma falha moral grave. Ele tinha o costume de levar suas amantes para a pensão onde morava. Uma senhora costureira que morava por lá, Caroline-Louise Marquet, tinha a mania de espionar seus encontros. Irritado com isso, Schopenhauer certo dia atirou Caroline escada abaixo. Por causa disso, teve que pagar uma pensão vitalícia para a costureira.

Tomando o que ele fez como anti-ético, já que seu sistema moral não admite agressões a mulheres, você passa a rejeitar o conhecimento adquirido por Schopenhauer. Toda vez que você vence um debate, pela identificação da dialética erística, se sente culpado. Como pode você confiar em Schopenhauer depois dele ter agredido Caroline?

Mesmo que você possa, com muita razão, tomar essa situação por absurda, é preciso reconhecer uma verdade amarga: atualmente, alguns representantes da direita estão se comportando exatamente desta forma. Estamos diante de um fenômeno comportamental tão bizarro que chega a levantar suspeitas de financiamento de esquerda para esse tipo de iniciativa.

Dois casos gritantes são os ataques sofridos por Olavo de Carvalho e, agora, por David Horowitz. Sei que o segundo é norte-americano, mas como os ataques respingaram neste site (que é norteado pelos princípios da arte da guerra política de Horowitz) o fenômeno pode ser tratado tanto quando avaliamos o caso de Olavo como o do Horowitz.

No caso de Olavo, surgiu um site chamado Prometheo Liberto, que tem por principal objetivo tentar assassinar a reputação do filósofo brasileiro. Por sorte o trabalho é tão tacanho e amador que não chega a causar sequer arranhões. O nível da baixaria é tamanha que certo dia Carlos Velasco (um dos líderes dessa tropa) surgiu com uma "revelação arrebatadora": ele teria conseguido provar que foi aluno de Olavo de Carvalho, enquanto este último negava o fato. Claro que as afirmações de Velasco continham provas duvidosas, mas, supondo, a título de argumento, que ele falasse a verdade. Qual a relevância dessa informação em termos de validação tanto da filosofia como da análise política feita por Olavo? Nada. Nenhuma. Neca de pitibiriba.

No caso de Horowitz, a coisa é ainda pior. Um texto de Jeffrey Nyquist, publicado no Mídia sem Máscara, tem uma tese central: David Horowitz jamais deixou de ser comunista. O fato é que não são apresentadas provas nesse sentido. Horowitz é atacado por ter sido um crítico cruel do livro Americal Betrayal, publicado por Diana West. Veja um exemplo da falta de lógica de Nyquist no trecho abaixo:


Se for para lembrar qualquer coisa dessa controvérsia, lembre pelo menos que Horowitz disse: "Mas eu não ataco as pessoas da direita". Como, então, ele explica a publicação de um ataque total à reputação da Sra. West? Ele disse pessoalmente que o método da Sra. West é desleixado e que seu livro jamais deveria ter sido escrito. 

Onde que atacar a obra de uma pessoa se torna um ataque à esta pessoa? Recentemente, eu avacalhei um texto de Luis Felipe Pondé. Mesmo assim, eu jamais o ataquei politicamente. Pode até ser que eu tenha feito críticas em termos de sua estratégia política, mas jamais um ataque em prol de aniquilá-lo politicamente. (E quando Horowitz fala em ataque é disso que ele trata, o que deveria ser fácil de reconhecer pelas obras do autor)

Quando Nyquist toma as críticas de Horowitz como um ataque à Diana West é claro que está procurando pêlo em ovo a partir de uma picuinha injustificada. Principalmente quando Nyquist transforma essa picuinha em um ataque frontal à Horowitz, tentando vendê-lo ao público como "agente infiltrado comunista, com intenção de perverter cabeças inocentes da direita". Golpe sujo, no mínimo.

Nos dois casos, vemos a busca de elementos irrelevantes (Olavo dizendo que Velasco não foi seu aluno, enquanto este alega que foi; Horowitz criticando duramente o livro de uma direitista, o que, segundo Nyquist, não poderia ocorrer) para tirar o valor da obra de dois autores fundamentais para a direita. Hoje em dia, especialmente no Brasil, se for para entrar em campo sem conhecer o básico do que Olavo de Carvalho estudou sobre a esquerda, melhor nem começar. Em um nível global, o não conhecimento dos princípios da arte da guerra política (documentados por Horowitz) já garante logo de cara vantagem automática ao seu adversário.

Eu gosto de pensar mais por dinâmicas do que avaliar eventos isolados. Veja a dinâmica de ambos os casos: 
Nós temos autores de direita que revelaram para o seu público muita coisa que a esquerda não queria que eles revelassem 
Ambos os autores aniquilam ingenuidades de seu público, o que é algo que a esquerda teme mais do que o diabo teme a cruz 
Nos dois casos, é muito difícil atacar o corpo de conhecimentos gerado por esses autores, pois este corpo de conhecimento é facilmente testável no mundo real, dando resultados 
Diante dessa constatação anterior, elementos irrelevantes (que não maculam a obra dos autores) são usados para tentar assassinar suas reputações 
O discurso geralmente se acompanha de técnicas lançando desconfiança não apenas contra os autores, mas contra aqueles que usam o conteúdo desses autores ("Podemos confiar em quem lê Olavo ou Horowitz?) 

Não é preciso de muito tutano para saber que esse tipo de tática só serve para ajudar a esquerda. Não serei irresponsável a ponto de dizer que essa turma recebe dinheiro de esquerdistas - até por que não quero incorrer no mesmo erro deles. Eles podem ser ingênuos, loucos, desfocados e despolitizados também. Sinceramente não me importa.

O que importa é que precisamos de um antídoto para lidar com esse tipo de gente. Uma coisa que pode funcionar é fazer questionamentos incisivos, como: 
Isso que você falou impacta na filosofia de Olavo em quê? 
Isso que você falou inviabiliza métodos de Horowitz aonde? 
Em relação aos autores, seu discurso propõe métodos de superação ou até melhorias? 

Caso as respostas não sejam convincentes, o que temos são apenas "Marias Fofoqueiras", que não agregam valor algum ao debate. E notar isso é importantíssimo, pois o que a direita mais precisa são de denúncias sobre a esquerda e métodos para derrubar a esquerda. Mas se um sujeito vem atacar quem fornecer essas denúncias/métodos e não agrega valor algum a esse tipo de debate, o que ele está trazendo? Nada mais que ad hominens para destruir a reputação daqueles que produzem algo de útil para a direita. Se for assim, a única alternativa é tratá-los como fofoqueiros. Até por que o que importa em qualquer autor é o que ele produz intelectualmente, e não seu comportamento particular.

Por isso mesmo, a partir de agora este blog tratará qualquer ataque a Olavo de Carvalho e David Horowitz que não esteja relacionado à filosofia, lógica e métodos utlizados por estes autores como se fosse fofoca de baixo nível. E, como tal, a ser descartada de forma simples: "Aqui não temos tempo para fofocas. Ou refutam-se argumentos e métodos ou então vá procurar outro lugar de baixo nível!"

(Em tempo: essa "direita fofoqueira" obviamente não representa a direita, mas uma parcela dela. É apenas esta parte da direita o objeto deste texto)
















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Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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