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domingo, 20 de outubro de 2013

[ZP131020] O mundo visto de Roma


ZENIT

O mundo visto de Roma

Serviço semanal - 20 de Outubro de 2013


Papa Francisco 
Papa Francisco exorta a visitar os padres e freiras idosos 
As casas de repouso, disse o Papa em Santa Marta, são "santuários de santidade e apostolicidade" 
Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte) 
O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular? 
O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada 
Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização 
Santa Sé 
O Santo Padre convidou a Cúria para os exercícios espirituais. Serão 'full time 
Acontecerão na primeira semana da quaresma, pela primeira vez fora do Vaticano, em uma casa paulina de Castel Gandolfo 
Cardeal Peter Erdo é o relator geral do próximo sínodo sobre a família 
O papa também nomeou dom Bruno Forte como secretário especial da assembleia que se realizará no Vaticano em outubro de 2014 
Pregação Sagrada 
Conselho práticos para oratória e pregação 
Coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., Doutor e professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo 
Igreja e Religião 
A "Lumen Fidei" é publicada em russo 
Nova edição da encíclica foi elaborada pela editora dos padres franciscanos, em nome da Conferência dos Bispos Católicos da Rússia 
"Não tenham medo": as palavras de João Paulo II permanecem atuais 
Um musical homenageará o papa polonês 
Carta pastoral da Igreja na África do Sul: A corrupção rouba dos pobres 
Bispos pedem exame de consciência e resistência à tentação da corrupção 
Um sobrevivente do Holocausto na Missa do Papa Francisco 
Na Itália, discutem a lei penal sobre o negacionismo. Priebke recebido por lefebristas termina sem funeral. Semeraro reafirma que Fraternidade S. Pio X está fora da Igreja 
Jesus Cristo fundou alguma Igreja? 
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18) 
Cultura e Sociedade 
O que significa ser mulher? 
Conferência no Vaticano comemora o 25º aniversário da Mulieris dignitatem 
União Europeia e Fundo Monetário Internacional desmascaram os paraísos fiscais das multinacionais 
Por trás da desculpa da responsabilidade social corporativa, várias empresas bilionárias e sem escrúpulos fortaleceram a sua competitividade, mas não tiveram impacto positivo relevante no social e no ambiental. 
Liturgia e Vida Cristã 
Indulgências em leito de morte 
Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual 
Familia e Vida 
"DVD Sim Aceito": excelente subsídio para os cursos de noivos 
A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB 
O nascituro é ser vivo (II) 
Uma sociedade que mata seus filhos, perdeu, ao mesmo tempo, sua alma e sua esperança 
Mundo 
As consequências do casamento inter-religioso 
Ensaio revela taxas mais altas de separação e divórcio e maior declínio na prática religiosa em casais de religiões diferentes 
Refugiados sírios na abadia beneditina de Weingarten 
Proposta foi avançada por Dom Gebhard Fürst em resposta ao apelo feito alguns dias atrás por Papa Francesco 
Espiritualidade 
É possível crescer na fé? 
Reflexões para o ano da fé a partir de Santo Tomás de Aquino e Bento XVI 
Angelus 
Angelus: Deus nos convida a rezar com insistência 
Papa Francisco recorda o Dia das Missões comemorado neste domingo. Expressa sua proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto 



Papa Francisco
Papa Francisco exorta a visitar os padres e freiras idosos 
As casas de repouso, disse o Papa em Santa Marta, são "santuários de santidade e apostolicidade"

Por Luca Marcolivio


CIDADE DO VATICANO, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - As casas de repouso que abrigam padres e freiras idosos são verdadeiros "santuários de santidade e apostolicidade". Afirmou o Papa Francisco esta manhã, na homilia da missa em Santa Marta.

Na primeira leitura (cf. Tm 4,10 -17b), São Paulo escreve, já no crepúsculo de sua vida: quase um contraponto com os discípulos "jovens" e "fortes", e os demônios fugindo de suas pregações.

"O Apóstolo tem um começo alegre, entusiasmado, animado com Deus, não é? Mas também não lhe é poupado o crepúsculo". Neste sentido, o Santo Padre mencionou Moisés que, depois de uma corajosa batalha com Deus e contra os inimigos para salvar o povo, morre sozinho no Monte Nebo, "olhando para a terra prometida, mas sem poder entrar nela".

Semelhante, em alguns aspectos, à história de João Batista que enfrentou uma "angústia duvidosa que o atormentava", e "acaba sob o poder de um governante fraco, bêbado e corrupto, sob o poder da inveja de uma adúltera e do capricho de uma dançarina".

São Paulo, por sua vez, quando termina no tribunal, percebe que foi abandonado por todos. No entanto, admite: "o Senhor esteve ao meu lado. Ele me deu força para que eu pudesse realizar o anúncio do Evangelho".

Cada apóstolo, portanto, deve dizer com João Batista: "Ele deve crescer e eu diminuir". É nesta "diminuição" que se destaca o crepúsculo do apóstolo: quanto mais este se apaga, mais Deus triunfa.

Papa Francisco então, exortou a não esquecer "daqueles santuários de apostolicidade e santidade que são as casas de repouso dos sacerdotes e religiosas: bravos sacerdotes e bravas religiosas, envelhecidos, com o peso da solidão, esperando que o Senhor venha bater à porta de seu coração".

E destacou que assim como se realizam peregrinações a famosos santuários marianos ou dedicados a santos como São Francisco ou São Bento, o Papa sugeriu peregrinações "a esses santuários de santidade e de apostolicidade, que são as casas de repouso dos padres e freiras".

Os padres e freiras idosos que vivem uma vida de contemplação, "esperam o Senhor como Paulo: um pouco triste, realmente, mas também com certa paz, com o rosto alegre", disse Francisco.

Visitar essas pessoas, disse, "fará bem a todos", pois nos recorda essa fase da vida que é o crepúsculo do Apóstolo" e nos impulsiona a rezar ao Senhor: "Preserve aqueles que estão naquele derradeiro momento, para dizer mais uma vez: 'Sim, Senhor, eu quero segui-lo!". 

(Trad.:MEM)


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Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte) 
O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari


ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio "é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa". "Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor".

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

"Ajudar-se uns aos outros, - continuou o Papa Francisco - isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente".

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que "o verdadeiro poder é o serviço". "Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço - disse - e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como "servo dos servos". Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: "Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou".

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca "ceder ao pessimismo". "Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia", destacou o Pontífice, porque "Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado "Humildade, caminho para Deus", Jorge Bergoglio escreveu "é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se". De acordo com o Papa Francisco "o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas", portanto, "o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento".

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: "Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( ... ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos".

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons".

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal "como sendo um médico enviado por Cristo", como um "benfeitor", porque "tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores".

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: "A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado".

"Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois".

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: "Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo".

"Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas... E é preciso começar de baixo".

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: "Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim", e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!"

Para um maior aprofundamento veja: "Un ciclone di nome Francesco" http://www.amazon.it/gp/product/0615824226/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?

[Tradução Thácio Siqueira]


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O cristão deve mostrar uma vida concreta de fé praticada 
Papa Francisco recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Por Redacao


ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - O Papa Francisco resumiu em três pontos o assunto tratado hoje em audiência com os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. "O que eu gostaria de dizer hoje a vocês pode ser resumido em três pontos: primado do testemunho; urgência de ir ao encontro; projeto pastoral centrado no essencial" –afirmou. 

O Papa iniciou falando sobre atitude de indiferença para com a fé no nosso tempo e explicou que "a fé é um dom de Deus, mas é importante que nós, cristãos, mostremos uma vida concreta de fé praticada, por meio do amor, da concórdia, da alegria, do sofrimento, porque isso levanta questões, como no início da jornada da Igreja: por que eles vivem assim? O que os impulsiona?"

"A nova evangelização, que nos chama a ter coragem de nadar contra a corrente, de nos convertermos dos ídolos para o Deus único e verdadeiro, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita mais de gestos e atitudes do que de palavras".

Sobre a urgência de ir ao encontro o pontífice recordou que "o Filho de Deus "saiu" da sua condição divina e veio ao nosso encontro" e por isso "cada cristão é chamado a ir ao encontro dos outros, a dialogar com aqueles que não pensam como nós, com aqueles que têm uma fé diferente, ou que não têm fé".

O Papa destacou ainda que "a Igreja é a casa em que as portas estão sempre abertas não só para que cada um encontre acolhimento e respire amor e esperança, mas também para que possamos transmitir esse amor e esperança".

"Tudo isso não é abandonado ao mero acaso dentro da Igreja, à mera improvisação"-comentou Francisco destacando a importância de um projeto pastoral que "animado pela criatividade e pela imaginação do Espírito Santo, que nos leva também a seguir novos caminhos, com coragem, sem nos fossilizar!"

O Pontífice levou os presentes a refletirem sobre a pastoral nas dioceses e paróquias. E questionou: "Ela torna visível o essencial, que é Jesus Cristo? As diferentes experiências, características, caminham juntas na harmonia que o Espírito Santo nos traz? Ou a nossa pastoral é dispersa, fragmentada, e, no fim, cada um age por conta própria?"

Ao final, o papa Francisco destacou o serviço dos catequistas: "É valioso para a nova evangelização o serviço dos catequistas, e é importante que os pais sejam os primeiros catequistas, os primeiros educadores da fé na própria família, com o testemunho e com a palavra."


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Santa Sé
O Santo Padre convidou a Cúria para os exercícios espirituais. Serão 'full time 
Acontecerão na primeira semana da quaresma, pela primeira vez fora do Vaticano, em uma casa paulina de Castel Gandolfo

Por Redacao


ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - O Santo Padre convidou a Cúria Romana para celebrar os exercícios espirituais da Quaresma. O lugar que o Papa escolheu foi uma casa paulina, na região de Castel Gandolfo, uma novidade com relação aos anos anteriores, já que sempre se realizavam no Vaticano.

Como adiantou a estação de rádio espanhola COPE, que teve acesso à carta, a intenção do Papa Francisco é que se reunam "de modo reservado e silencioso, distante dos escritórios onde normalmente estão". Serão no total umas 40 pessoas: todos os prefeitos, presidentes e secretários dos dicastérios que compõem a Cúria . Além do mais têm de confirmar a assistência (ou não) antes do 30 de novembro.

A carta foi enviada pela Secretaria de Estado, assinada pelo Cardeal Bertone no 11 de outubro, quatro dias antes de deixar o seu cargo, e vai dirigida aos membros da cúria. O encontro é com o papa na Casa Divino Mestre dei Paolini, no lago Albano, a cerca de 40 km de Roma. O evento será do 9 a 14 março de 2014.

A pregação ficará a cargo de um monsenhor do clero de Roma, Angelo De Donati .

"Em nome do Santo Padre solicito a confirmação e a reserva de Eminências e Excelências (Prefeitos, Presidentes e Secretários dos departamentos) antes do 30 de novembro". E é que, uma fez fechada a lista de participantes, e só então, os lugares vacantes serão oferecidos aos cardeais eméritos, informa a web da COPE.

Até agora, os exercícios espirituais eram realizados no Palácio Apostólico e eram direcionados especialmente ao Santo Padre. Enquanto que os membros da Cúria podiam participar em turno pela manhã ou pela tarde, mas não participavam de forma contínua. Este ano, última ocasião em que os viveu Bento XVI, a pregação esteve a cargo do cardeal Gianfranco Ravasi .

(Ed. RL / Trad.T.S)


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Cardeal Peter Erdo é o relator geral do próximo sínodo sobre a família 
O papa também nomeou dom Bruno Forte como secretário especial da assembleia que se realizará no Vaticano em outubro de 2014


CIDADE DO VATICANO, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Será o cardeal Peter Erdo, arcebispo de Esztergom-Budapeste, o relator-geral da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo papa Francisco para o período de 5 a 19 de outubro de 2014, no Vaticano.

O comunicado foi divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que informou ainda a nomeação de dom Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, na Itália, como secretário especial do sínodo, cujo tema serão "Os desafios da família no contexto da evangelização".


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Pregação Sagrada
Conselho práticos para oratória e pregação 
Coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., Doutor e professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo

Por Pe. Antonio Rivero, L.C.


SãO PAULO, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Como resumo de tudo o que já explicamos aqui, poderíamos deixar estes conselhos práticos que sempre serão úteis e proveitosos na pregação.

QUANTO AO FUNDO

Conhecer claramente o público ouvinte e os seus problemas, para não falar "sobre algo", e sim "para alguém". 

Determinar o objetivo e não esquecê-lo durante a preparação nem durante a realização do discurso.

Procurar os motivos mais válidos e fortes para esse público e aproveitar ao máximo a sua força, mediante um desenvolvimento adequado, estruturado, lógico e progressivo. 

Demonstrar os motivos que mais possam impactar o público.

Valorizar os motivos ou ideias que mais possam ajudar a atingir o objetivo proposto.

Prever as possíveis objeções do auditório e responder a elas com elegância, humor e de modo incisivo, mas sem ferir nem faltar ao respeito.

Manter a máxima clareza e ordem no desenvolvimento do discurso, para que o público não se perca. 

Oferecer mais argumentos positivos que negativos, porque em geral são os mais eficazes.

Não atacar o auditório, mas compreendê-lo e estimulá-lo.

Não se limitar a um tipo único de argumentos e demonstrações, e sim variar: demonstrações bíblicas, históricas, científicas, filosóficas, da experiência...

Transmitir uma só ideia, mas bem argumentada e valorizada, e jamais carregar o auditório com complicadas elucubrações.

Evitar que a "forma" (as imagens, exemplos, comparações…) embace o fundo. É melhor que o público diga "eu vou fazer isso" em vez de "como ele falou bonito!".
Fazer um exórdio atraente, interessante, que abra o apetite para escutar o resto do discurso.

Concentrar numa conclusão ou peroração breve os pontos fundamentais do discurso.

Dúvida os sugestões? Comunique-se, por favor, com o pe. Antonio Rivero: arivero@legionaries.org 

Para ler o artigo anterior clique aqui


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Igreja e Religião
A "Lumen Fidei" é publicada em russo 
Nova edição da encíclica foi elaborada pela editora dos padres franciscanos, em nome da Conferência dos Bispos Católicos da Rússia

Por Don Mariusz Frukacz


ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Acaba de ser publicada a versão oficial em russo da primeira encíclica do papa Francisco, "Lumen fidei". A Agência Católica de Informação na Polônia (KAI) explica que a edição russa foi preparada pela Editora dos Padres Franciscanos em nome da Conferência dos Bispos Católicos da Rússia.

É um belo presente para todos os católicos do extenso país, no final do Ano da Fé. Ao divulgar a notícia, a KAI afirma que a edição da "Lumen fidei" em língua russa permitirá que a antiga população soviética, sem distinção de religiões, descubra novos horizontes e conte com mais um impulso para professar a fé em unidade e em plenitude.


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"Não tenham medo": as palavras de João Paulo II permanecem atuais 
Um musical homenageará o papa polonês

Por Daniele Trenca


ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Trinta e cinco anos atrás, o conclave elegeu Karol Wojtyla como sucessor do Apóstolo Pedro. Hoje, faltando seis meses para a sua canonização, multiplicam-se as iniciativas em torno ao grande evento que elevará Wojtyla aos altares. Entre eles, o musical "Não tenham medo", obra que será executada na semana da cerimônia solene, no final de abril de 2014.

O título é inspirado nas famosas palavras proferidas por João Paulo II na missa de início do seu pontificado, em outubro de 1978. O musical foi escrito pelo padre Joseph Mailloux , da arquidiocese de Lecce, na Itália, e é dirigido por Gianluca Ferrato e Andrea Palotto.

Está prevista uma apresentação do musical no Vaticano, em presença do papa Francisco e do papa emérito Bento XVI. O musical será disponibilizado, depois, para todas as dioceses italianas, prevendo-se a sua exibição em eventos que deverão ser organizados em cada território diocesano. Além das autoridades locais, serão convidados os representantes das outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o islã. Em seguida, será oficialmente aberta a turnê internacional do musical.

"O musical é atualmente o único, com duração de duas horas, reconhecido como válido para comunicar a figura e o carisma de João Paulo II. É um espetáculo de música e teatro, que combina história, espiritualidade e humanidade, capaz de transmitir uma mensagem universal de paz, coragem e esperança. Um equilíbrio perfeito entre poética narrativa, espetáculo técnico, recitação, canto, dança acrobática e música".

O projeto já recebeu a aprovação do cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, do atual arcebispo de Cracóvia, dom Oder Slavomir, postulador da causa de canonização, e de dom Marcello Semeraro, coordenador do grupo dos oito cardeais nomeados pelo papa Francisco para a reforma da cúria romana.

Trinta artistas estão envolvidos no musical, entre atores, grupos de dança, acrobatas e artistas diversos. Rica também é a trilha sonora, composta de músicas inéditas. O projeto é realizado pela IkneArte, responsável pela comunicação, e pela GBY, na produção e organização.


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Carta pastoral da Igreja na África do Sul: A corrupção rouba dos pobres 
Bispos pedem exame de consciência e resistência à tentação da corrupção

Por Sergio Mora


ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - A Conferência Episcopal da África do Sul (SACBC) divulgou em 15 de outubro uma carta pastoral na qual afirma que "a corrupção rouba dos pobres". A SACBC reúne os bispos da África do Sul, da Suazilândia e de Botsuana. Os bispos pediram "mais atenção aos danos causados na sociedade e na Igreja pela corrupção galopante" e encorajaram todos "a trabalhar pela sua erradicação". 

A carta pastoral destaca que o papa Francisco recentemente se referiu à corrupção como "pior que outros pecados", por se transformar num hábito que endurece o coração a ponto que nos deixar insensíveis aos sinais dos tempos e aos convites da graça de Deus. 

Os prelados exortam a "examinar as nossas próprias atitudes como cidadãos, dentro da família, da sociedade e da igreja. A mudança de coração é um chamamento para caminharmos à luz do Senhor". 

"A corrupção afeta toda a comunidade. Quando os subornos se tornam habituais na vida dos funcionários públicos, dos empresários ou de pessoas da Igreja, essas pessoas corruptas deixam de lado o respeito pelas suas obrigações para tentar ganhar dinheiro para si mesmas", prossegue o documento, explicando que a corrupção leva ao cinismo generalizado devido à falta de confiança mútua que provoca na sociedade. 

"A corrupção rouba dos pobres", dizem os bispos. "O dinheiro que vai para o bolso dos corruptos deveria ser investido para se dar um teto às pessoas sem casa, para se dar atenção médica aos doentes ou para a satisfação de outras necessidades". 

Os bispos lembram que, de acordo com as estatísticas, no sul da África "aproximadamente a metade da população admite ter pagado suborno, em grande parte a policiais e funcionários do governo [...] Isto significa que o desafio de erradicar este mal é lançado para todos nós", diz o documento. 

Finalmente, o texto episcopal sugere três pontos de especial relevância: 

"Em primeiro lugar, reconheça que a corrupção é um problema de todos. Precisamos examinar as nossas consciências, nos deixar interpelar pelo Evangelho à conversão e resistir à tentação de participar em atos de corrupção". 

"Em segundo lugar, se você for vítima da corrupção, denuncie. O suborno e todas as demais formas de corrupção prosperam em condições de segredo e de ocultamento, e persistem porque permitimos". 

"Em terceiro lugar, comprometa-se com mais transparência e honestidade em casa, na paróquia e no local de trabalho". 

A SACBC convocou a todos para uma campanha contra a corrupção. O departamento Justiça e Paz do episcopado sul-africano disponibilizará informações sobre como trabalhar para denunciar a corrupção e combatê-la.


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Um sobrevivente do Holocausto na Missa do Papa Francisco 
Na Itália, discutem a lei penal sobre o negacionismo. Priebke recebido por lefebristas termina sem funeral. Semeraro reafirma que Fraternidade S. Pio X está fora da Igreja

Por Redacao


ROMA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Um dos judeus que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, Enzo Camerino, participou esta manhã da missa com o Papa Francisco missa na capela da residência de Santa Marta. É um dos 16 sobreviventes dos 1.021 judeus deportados para Auswitch de Roma durante a ocupação alemã da Segunda Guerra Mundial.

Às 5h15 da manhã do 16 de outubro de 1943, as SS cercaram o bairro judeu, o Gueto de Roma e revistaram todas as casas. Somente uma mulher e quinze homens sobreviveram. Das duzentas crianças levadas pelos nazistas para os campos de concentração, nenhuma retornou.

O jornal do Vaticano, o L'Osservatore Romano, indica que Camerino "quis unir-se hoje aos participantes da solene comemoração que vê reunidos em Roma diversos componentes da sociedade civil e religiosa. A começar pelo Papa Francisco".

O jornal da Santa Sé define como "uma presença significativa em um dia significativo" no aniversário do "pente fino" do Ghetto de Roma.

A Itália, onde a data é profundamente sentida – até mesmo porque existem muitos que viveram esse terrível momento e dão o seu testemunho – viu no Senado a proposta de um decreto para castigar penalmente aqueles que neguem o extermínio dos judeus provocado por nazistas na segunda guerra mundial e conhecido com a palavra shoah . A proposta de hoje não foi aprovada e o debate vai continuar.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, ao deixar a cerimônia de comemoração realizada esta manhã na sinagoga considerou que o crime de negacionismo "será aprovado pelo Parlamento, dando exemplo também aos outros países".

Enquanto isso, a proposta de punir com prisão aqueles que neguem os fatos históricos, encontra resistência entre vários juristas e intelectuais, que consideram que é muito mais oportuno responder com as armas da cultura do que com um castigo, o que colocaria em discussão a liberdade de opinião. Em particular dando a conhecer a história às gerações mais jovens, e promovendo iniciativas como as visitas aos campos de concentração das delegações de escolares.

Por outro lado, ontem à tarde foi suspenso o funeral do ex oficial das SS Eric Priebke, que morreu no dia 11 deste mês. O oficial nazista foi responsável pelo massacre de 335 italianos em uma repressão pela morte de 33 soldados alemães. Priebke foi condenado à prisão perpétua, mas por causa de sua idade, como diz a lei italiana, permaneceu em prisão domiciliar. A diocese de Roma negou o funeral público, Argentina e Alemanha não quiseram nem saber de recebe-lo. Pelo contrário a fraternidade lefebrista em Albano, situada a poucos quilômetros de Roma, aceitou acolher o defunto para os ritos fúnebres.

Por causa dos tumultos que foram gerados fora da mansão da Fraternidade São Pio X, o funeral foi suspenso e o caixão com os restos mortais levado a um quartel militar. Será a família que terá que decidir o destino do corpo do seu parente.

O bispo de Albano, Marcello Semerano , disse que "os lefebvristas tem uma sede aqui em Albano desde a época do cisma", e tal comunidade "não depende de mim: não são da Igreja Católica".

Monsenhor Semerano, alguém muito próximo ao Papa Francisco e secretário do Conselho dos oito cardeais, reiterou em uma entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera, que os lefebristas não estão em comunhão com a Igreja Católica. Apesar de se ter levantado a excomunhão dos quatro bispos lefebvrianos, e apesar das tentativas de Bento XVI de que se aproximasse da Igreja, a Fraternidade de São Pio X continua sem aceitar o Concílio Vaticano II. "Eles não estão em comunhão com o sucessor de Pedro, suas ações foram e continuam sendo ilegítimas, como é a suspensão a divinis", disse.

O Bispo de Albano também explica que o Vicariato não tinha excluído a oração de sufrágio, de forma discreta e priva, "mas a lei canônica proíbe o funeral, que é um ato litúrgico público, aos pecadores 'manifestos' que não tenham dado sinais de arrependimento".

(Red. Trad T.S)


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Jesus Cristo fundou alguma Igreja? 
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja (Mt 16, 18)

Por Edson Sampel


SãO PAULO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Jesus Cristo fundou a Igreja católica. Grafa-se corretamente a palavra "católica", que quer dizer universal, com cê minúsculo, porque não se trata de um nome próprio, mas de um atributo da única Igreja de Cristo.

Vejamos alguns trechos da constituição dogmática Lumen Gentium: A) "Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar." (N. 14a, grifos meus); B) "Este sacrossanto sínodo, seguindo os passos do Concílio Vaticano I, com ele ensina e declara que Jesus Cristo pastor eterno fundou a santa Igreja (...) e [Jesus] quis que os sucessores dos apóstolos fossem em sua Igreja pastores até a consumação dos séculos." (N. 18b, grifos meus).

No ano 2000, a Congregação para a Doutrina da Fé, através da declaração Dominus Iesus, reiterou a doutrina bimilenar: A) "Deve-se crer firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por ele [Cristo] fundada." (N. 16b, grifos meus); B) "Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica - radicada na sucessão apostólica - entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja católica" (N. 16c, grifos meus); C) "Existe, portanto, uma única Igreja de Cristo, que subsiste (continua a existir) na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele." (N. 17a, grifos meus).

Os dois documentos supramencionados, embora embasados, é óbvio, tanto na sagrada tradição quanto na sagrada escritura, não deixam de ser uma referência mais para os católicos.

Nossos irmãos separados, os temporãos no cristianismo (século XVI), não podem, todavia, negar a história. Desta feita, muito tempo antes do Concílio de Niceia, no século IV, data em que alguns protestantes querem ver o início do catolicismo, o papa Clemente (+97), por exemplo, com autoridade doutrinal, dirige-se à Igreja de Corinto. O papa Vitor I (+199) teve atuação decisiva na escolha da data da Páscoa, em controvérsia com outras comunidades. Os papas Zeferino (+217) e Calixto (+222), na questão sobre a penitência, na disputa sobre o batismo dos hereges, também deram a última palavra. Santo Inácio elogia a Igreja de Roma, em virtude de ser ela a sé primeira. Santo Irineu exige a união doutrinal com a Igreja de Roma. São Cipriano, por seu turno, vê naquela Igreja a fonte da unidade eclesiástica. São Jerônimo, o tradutor da bíblia, escreve ao papa Dâmaso I (+384), dizendo que "no meio das convulsões da heresia ariana, a verdade encontra-se somente com Roma."

Na Igreja católica apostólica romana está atuante e vigorosa a totalidade dos recursos salvíficos legados pelo divino salvador, sobremodo os sete sacramentos. 


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Cultura e Sociedade
O que significa ser mulher? 
Conferência no Vaticano comemora o 25º aniversário da Mulieris dignitatem

Por Ann Schneible


ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - "Deus confia o ser humano à mulher" é o título da conferência internacional realizada pelo Vaticano por ocasião do 25º aniversário da carta apostólica Mulieris dignitatem, do papa João Paulo II.

A conferência de três dias foi organizada pelo Conselho Pontifício para os Leigos. Seu título é uma citação do documento escrito após o sínodo de 1987 sobre o papel e a vocação dos leigos na Igreja.

Um sentido mais completo do título é sugerido na passagem da qual o trecho foi tirado: "A força moral da mulher, a sua força espiritual, se combina com a consciência de que Deus lhe confia de modo especial o homem, o ser humano. É claro que Deus confia cada ser humano a todos e a cada um. No entanto, essa tarefa é confiada de modo peculiar às mulheres, devido à sua feminilidade, um particular que decide a sua vocação" (cf. Mulieris dignitatem, 30).

Com este ponto de partida, o objetivo da conferência foi analisar a evolução histórica da percepção das mulheres, quais elementos costumam levá-las a abandonar o seu papel e, finalmente, os muitos aspectos que surgiram como consequência da crise cultural atual. "A conferência reuniu um grupo incrível de mulheres talentosas que servem à Igreja", disse a ZENIT a Dra. Vicki Thorne.

Thorne, que foi uma das palestrantes do encontro, é a fundadora do Projeto Rachel, que presta suporte e assistência a mães e pais que sofrem após um aborto, e é diretora-executiva do Escritório Nacional de Reconciliação e Cuidados Pós-Aborto.

Ela observa que estas reuniões são cruciais para as mulheres que se sentem desencorajadas no seu ministério, ajudando-as a encontrar outras pessoas que trabalham para a Igreja de forma similar. "Estar no mesmo lugar juntos é um grande presente, pois você conhece outras mulheres na mesma situação". A fundadora do Projeto Rachel acrescenta que "a oportunidade de networking é realmente importante, especialmente porque temos tantos países representados, para descobrir o que os outros estão fazendo e o que podemos fazer em nossos países".

Thorne contou como fez a sua "experiência de contato com jovens e idosos, com abordagens diferentes na discussão da sexualidade, de acordo com a ciência da Humanae Vitae e da Teologia do Corpo". Afirma ela: "A minha experiência é que as pessoas são muito abertas para ouvir este assunto, até porque quase ninguém fala disso".

A palestrante afirma ainda que homens e mulheres têm sido condicionados a pensar que são "uma espécie de animais sexuais" sem auto-controle, e por esta razão, simplesmente equipados com o necessário para prevenir doenças sexualmente transmissíveis. O que não é ensinado às mulheres e aos homens é "a consciência de como somos feitos".

Thorne explicou, por exemplo, que "as mulheres mantêm em si as células dos seus filhos pelo resto da vida, e as passam depois aos filhos sucessivos; além disso, nós mesmos temos células das nossas mães". A doutora também falou sobre "o que acontece quando as pílulas anticoncepcionais induzem a mulher a escolher o parceiro biologicamente errado, e depois a se divorciar", e sobre as "mudanças que ocorrem no cérebro das mulheres, nomeadamente o fato de que o seu cérebro cresce de modo similar ao de um homem quando elas tomam pílulas. São questões críticas, mas é ciência".

Citando suas próprias experiências com mulheres que abortaram, a pesquisadora observou o quanto elas são receptivas à sua mensagem. "As feridas ainda estão abertas, mas elas só sabem disso até certo ponto. Elas não são capazes de processar plenamente o que aconteceu com elas", diz Thorne.

Meg McDonnell trabalhou para o Instituto Chiaroscuro, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo apoiar o casamento e o bem-estar dos filhos, especialmente nas classes menos abastadas. Colega da também expoente Helen Alvare, McDonnell ressaltou que a presença internacional na conferência demonstra as semelhanças e diferenças entre as mulheres de diferentes nações.

"O que mais me impressionou é a capacidade de perceber as semelhanças e as diferenças e ver que a Igreja consegue tecer, através dos seus princípios, uma abordagem que pode ser aplicada nas diferenças extremas, de uma forma que compreende o que significa ser mulher: como a mulher coopera com o homem, como homem coopera com a mulher e como a família continua a ser a célula fundamental de cada sociedade".

Falando sobre a aplicação dos princípios da Mulieris dignitatem ao seu trabalho, McDonnell afirmou que "ninguém entre nós pode ensinar nada sem dar testemunho".

"No nível pessoal, há muito da minha reflexão, quando se fala de Maria e das virtudes das mulheres".

Ela observou que, nos Estados Unidos, uma questão frequentemente discutida é a do modelo das mulheres que trabalham, contraposto ao da dona de casa. Para as mulheres católicas, o contraste "é identificado como suave, mas forte, como percebemos em Maria: o gênio das mulheres, a busca de maternidade, a aplicação das suas habilidades, dos seus talentos na vida profissional".

McDonnell fala do desafio de articular esses princípios no âmbito profissional para que um público leigo "possa captar a substância" do assunto. "Como posso falar do modo de ser de Maria e das virtudes que ela manifesta, da sua força, da sua humildade, do seu sim radical?".

A conferência, segundo ela, oferece uma reflexão sobre a forma de trazer esses princípios "àqueles que não compartilham dos ensinamentos da Igreja. Nós podemos estar ao lado deles com base na lei natural e num entendimento natural da pessoa humana".


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União Europeia e Fundo Monetário Internacional desmascaram os paraísos fiscais das multinacionais 
Por trás da desculpa da responsabilidade social corporativa, várias empresas bilionárias e sem escrúpulos fortaleceram a sua competitividade, mas não tiveram impacto positivo relevante no social e no ambiental.

Por Carmine Tabarro


ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - A crítica atual, na Europa, à Responsabilidade Social Empresarial (RSE) se deve aos muitos casos que expuseram os crimes de empresas reconhecidas como de alta classificação de crédito. A RSE serviu como disfarce para que essas empresas sem escrúpulos reforçassem o seu poder competitivo, mesmo com baixo impacto positivo em termos de desenvolvimento social e ambiental. Investindo pouco em RSE para privilegiar os próprios e ingentes ganhos, essas empresas irresponsáveis conquistaram alta capacidade de pressão mediante doações filantrópicas que lhes permitiram "comprar" reputação.

Apenas um exemplo: no relatório do ano 2000 sobre as políticas de responsabilidade social empresarial da Enron, podemos ler: "Queremos trabalhar para promover o respeito mútuo entre nós e as comunidades e partes interessadas que são impactadas pelas nossas atividades. Tratamos os outros como nós mesmos gostaríamos de ser tratados".

Essas empresas irresponsáveis encontram cúmplices em Estados complacentes. Disso, temos fortes evidências na evasão fiscal. Estão na berlinda países como Irlanda, Luxemburgo e Holanda, que sediam fiscalmente muitas grandes corporações globais, que pagam baixíssimos impostos em comparação com seus lucros hiperbólicos. Faz algum tempo, no entanto, que, devido à crise financeira, alguma coisa parece estar mudando.

Tanto a União Europeia quanto o Fundo Monetário Internacional têm argumentado que a reforma tributária é inevitável. Ambas as instituições apresentaram uma série de pedidos aos países que atraem grandes empresas multinacionais com políticas fiscais vastamente vantajosas. É o caso da Apple, do Google, da Amazon e da Starbucks, só para citar algumas. Recentemente, essas multinacionais estamparam as manchetes dos jornais da Europa precisamente porque, ao se domiciliarem nos países que aplicam a tributação mínima, pagam menos impostos e preservam intactos os seus lucros, deixando, assim, de contribuir para a justiça social e fiscal nos países em que os seus ganhos são produzidos.

É uma situação que, partindo de cidadãos e de organismos intermediários, está pressionando os líderes europeus. Os governos enfrentam a necessidade, além do mais, de "fazer caixa" de todos os modos possíveis. A situação tornou-se tão insuportável que a OCDE estabeleceu uma espécie de roteiro para controlar a evasão fiscal internacional, adotado na recente cúpula do G20 em São Petersburgo.

Relatemos dois acontecimentos de domínio público, veiculados pela imprensa especializada. Recentemente, eclodiu o caso de um "entendimento fiscal" entre o governo de Dublin e a Apple para aplicar um imposto de 2% ou menos, em contraste com os 12,5% normais (sendo que 12,5% de tributação na Europa é coisa de paraíso fiscal). O segundo processo envolve o Google, gigante norte-americano da alta tecnologia, que também escolheu a Irlanda como sua sede fiscal europeia. Em vez dos 12,5%, o Google conseguiu pagar apenas 5%, graças a oportunidades oferecidas pelo governo irlandês.

Analisando os fatos, descobrimos que o Google ganhou na Europa €15,5 bilhões, e que, para pagar menos impostos, se mudou para a Holanda e, depois, para a Irlanda, numa sociedade que tem sede em Dublin, mas, fiscalmente, é domiciliada no paraíso fiscal das ilhas Bermudas. Essa triangulação permitiu que o Google "lavasse fiscalmente" 15,5 bilhões de euros em 2012 nas Bermudas, onde não se paga imposto. Dessa forma, o fisco europeu (incluindo o da Irlanda) e as políticas sociais e industriais europeias perderam receita preciosa, chegando ao paradoxo de que, no ano passado, o Google pagou 17 milhões de euros em impostos na Irlanda diante de uma receita de 15,5 bilhões de euros.

Este é apenas um exemplo da "contribuição" que multinacionais como o Google e outras empresas têm dado ao fisco. Esperamos que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional passem das palavras para os atos. Urgem políticas que aumentem o senso de capital civil, tanto das empresas irresponsáveis ​​quanto dos Estados complacentes, que estão contaminados pela doença das políticas de curto prazo.


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Liturgia e Vida Cristã
Indulgências em leito de morte 
Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Por Pe. Edward McNamara, L.C.


ROMA, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Em sua coluna sobre liturgia, o padre McNamara responde nesta semana à pergunta de um leitor irlandês.

"Eu sempre ouvi dizer que um sacerdote pode dar a bênção apostólica em nome do papa a quem está em leito de morte, concedendo assim a indulgência plenária. Esta informação é verdadeira?" - T.T., Galway, Irlanda.

Sim, é uma afirmação correta. Ela é explicada no ritual para o cuidado pastoral dos doentes e no Manual das Indulgências. Devemos lembrar, no entanto, alguns conceitos sobre as indulgências como tais.

No nº 1471 do Catecismo da Igreja Católica, lemos:

1471. A doutrina e a prática das indulgências na Igreja estão estreitamente ligadas aos efeitos do sacramento da Penitência.
«A indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições, pela acção da Igreja, a qual, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos» (Indulgentiarum Doctrina, Norma 1). 
«A indulgência é parcial ou plenária, consoante liberta parcialmente ou na totalidade da pena temporal devida ao pecado» (Idem, Norma 2). 
«O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências [...], ou aplicá-las aos defuntos» (Idem, Norma 3).
Nos números 195 e 201, o ritual para o cuidado pastoral dos enfermos explica o rito a ser seguido para aqueles que se aproximam da morte.

O nº 201 trata do viático fora da missa, que seria a circunstância habitual para esta bênção. Diz:

"O sacramento da penitência ou o ato penitencial pode-se concluir com a indulgência plenária in articulo mortis. O sacerdote a concede com esta fórmula:

"Pelos santos mistérios da nossa redenção, Deus Todo-Poderoso te perdoe toda pena da vida presente e futura, te abra as portas do paraíso e te conduza à felicidade eterna".

Ou:

"Em virtude da faculdade a mim concedida pela Sé Apostólica, eu te concedo a indulgência plenária e remissão de todos os pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo".

Se não estiver disponível um sacerdote para dar a bênção papal, o Manual das Indulgências oferece uma alternativa em seu número 28:

"O sacerdote que administra os sacramentos aos fiéis em perigo de morte não deve deixar de lhes dar a bênção apostólica, acompanhada pela indulgência plenária. Se a assistência do sacerdote é impossível, a Santa Mãe Igreja concede igualmente a indulgência plenária ao fiel em leito de morte, desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração. Para obter a indulgência, é recomendado o uso do crucifixo ou da cruz".

A condição "desde que esteja devidamente disposto e tenha recitado regularmente durante a vida alguma oração" substitui, neste caso, as três condições habituais necessárias para se obter uma indulgência plenária.

A indulgência plenária na hora da morte (in articulo mortis) pode ser obtida também pelo fiel que no mesmo dia já tenha conquistado outra indulgência plenária.

Esta concessão, no nº 28, vem da constituição apostólica Indulgentiarum doctrina, norma 18, emitida pelo papa Paulo VI em 1º de janeiro de 1967.

Diferentemente do sacramento dos enfermos, é possível dar a bênção papal ao se aproximar a morte, com a respectiva indulgência, somente uma vez durante a mesma situação de enfermidade. Se a pessoa se recuperar, a bênção pode ser realizada novamente em caso de nova ameaça de morte iminente.

Essas bênçãos papais e as indulgências foram concedidas pela primeira vez aos cruzados e aos peregrinos que morreram durante a viagem que tinham empreendido a fim de obter a indulgência do Ano Santo. Os papas Clemente IV (1265-1268) e Gregório XI (1370-1378) a estenderam às vítimas da peste.

As concessões têm se tornado cada vez mais frequentes, embora ainda limitadas no tempo ou reservadas aos bispos, de modo que relativamente poucas pessoas puderam desfrutar desta graça.

Esta situação levou o papa Bento XIV (1740-1758) a promulgar a constituição Pia Mater, em 1747, concedendo a mesma faculdade a todos os bispos, juntamente com a possibilidade de subdelegá-la aos sacerdotes.

***

Os leitores podem enviar perguntas para liturgia.zenit@zenit.org . Pedimos mencionar a palavra "Liturgia" no campo assunto. O texto deve incluir as iniciais do remetente, cidade, estado e país. O pe. McNamara só pode responder a uma pequena seleção das muitas perguntas que recebemos.


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Familia e Vida
"DVD Sim Aceito": excelente subsídio para os cursos de noivos 
A chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam. Entrevista a Dom Célio, bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB

Por Thácio Lincon Soares de Siqueira


BRASíLIA, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Quais são os segredos para um casamento feliz? Você quer casar... mas... acredita que está suficientemente preparado? A Pastoral Familiar do Brasil quis ajudar a dar uma resposta a essas perguntas.

Há pouco mais de dois meses chegou ao Brasil o DVD "Sim Aceito", produzido pela Produtora Goya na espanha e adotado pela Pastoral Familiar da CNBB como material de referência para a preparação ao matrimônio.

O DVD "Sim Aceito", em dois meses de lançamento no Brasil, já está ajudando a milhares de jovens brasileiros que se preparam para o matrimônio, nos diversos cursos de noivos, como também casais com mais tempo de casados que querem renovar o seu Sim. 

São doze vídeos com a chave para que o amor supere todas as provas que lhe esperam.

ZENIT entrevistou Dom Célio de Oliveira Goulart - Natural de Piracema, MG, atual bispo da diocese de São João Del-Rei e bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB. O material foi trazido para o Brasil por um dos seus diocesanos, André Luis Parreira. Acompanhe a entrevista na íntegra:

***

ZENIT: O senhor, como bispo referencial da Pastoral Familiar para o Regional Leste II- CNBB já deve ter tido a oportunidade de conhecer o novo material de apoio a Preparação matrimonio: DVD Sim Aceito. Qual foi sua primeira impressão? Acha ser um bom instrumento de formação?

Dom Célio: Recebi com alegria este material DVD, Sim Aceito. Traduzido e adaptado da edição espanhola por iniciativa do Sr. André Parreiras e, que pela sua generosidade fez a doação dos Direitos Autorais à Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB. Somos profundamente agradecidos ao Professor André e, mais ainda, pelo seu interesse e grande ajuda que ele vem dando à Pastoral Familiar em nível nacional, bem como ao Regional Leste II.

O DVD é muito bem editado e já está sendo de grande valia para muitas equipes de preparação para o casamento em nossas paróquias, pelo que temos escutado.

ZENIT: O DVD, desenvolvido na Espanha mas com participação de pessoas e religiosos do mundo todo, foi traduzido e produzido para o Brasil por iniciativa de um de seus diocesanos. Que outras iniciativas poderia citar em sua diocese como também na regional Leste II a fim de aprofundar a preparação para o matrimônio?

Dom Célio: Temos em várias dioceses do Regional Leste II iniciativas e buscas comuns das Equipes Diocesanas da Pastoral Familiar. São atividades como, encontros diocesanos para tratar de situações específicas: Encontros de Namorados; Preparação ao Matrimônio; Encontros diversos que ajudam os casais na vivência do seu casamento: ECC, MFC, Equipes de Nossa Senhora, encontros para casais de segunda união, atenção a casais em situação de risco, e tantas outras iniciativas. Devido a tantas demandas de trabalhos em nossas Dioceses e Paróquias é quase impossível encontrar tempo de uma troca maior de experiências, o que seria muito bom. Mas temos ouvido notícias de boas iniciativas que se realizam nas diversas dioceses a respeito da Pastoral Familiar. 

ZENIT: Pesquisas apontam que as pessoas estão se casando mais tarde, tendo menos filhos, o número de separações segue aumentando e estas acontecendo com, cada vez, menor tempo de casados. O sr vê relação dessa realidade com a simplificação exagerada ou até mesmo ausência da preparação para o matrimônio como tema constante, desde a primeira catequese até durante a vida matrimonial?

Dom Célio: Acreditamos serem muitas as dificuldades que estamos enfrentando no momento atual que influenciam sobre o medo de jovens assumirem o compromisso do casamento, a limitação de nascimentos, a separação de casais. O Documento de Aparecida analisa muito bem e de modo objetivo sobre esta questão quando fala da "mudança de época" em que estamos (DAp, 44), afirma:"O primeiro grande desafio é o fenômeno da globalização. A história se acelerou e as próprias mudanças se tornam vertiginosas, visto que se comunica com grande velocidade a todos os cantos do planeta". (DAp 34). "Isto traz conseqüências em todos os campos de atividade da vida social, causando impactos na cultura, na economia, na política, nas ciências, na educação, no esporte, nas artes e naturalmente na religião.

Como discípulos missionários interessam-nos saber como esse fenômeno afeta a vida de nossos povos e o sentido religioso e ético de nossos irmãos que buscam infatigavelmente o rosto de Deus, e que, no entanto, devem fazê-lo desafiados por novas linguagens do domínio técnico, que nem sempre revelam, mas que também ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo". (DAp 35).

Creio que nesta análise do Documento de Aparecida podemos ver com mais clareza o contexto em que estamos e que pede a todos nós: bispos, sacerdotes, casais de liderança no trabalho da Pastoral Familiar um olhar mais profundo sobre situações críticas em que estão nossas famílias.Mas nem por isso vamos ficar desanimados. Os desafios deverão nos levar a buscar soluções. 

ZENIT: O que o Senhor aconselharia aos jovens casais que não tiveram uma boa preparação para o matrimonio, mas que hoje querem fortalecer os laços familiares e reafirmar que acreditam na força da Família para a transformação da sociedade atual?

Dom Célio: Mais do que nunca os casais que se sentirem fragilizados devem retomar sua caminhada de fortalecimento do Matrimônio assumido. Seja ao tomar consciência de que estiveram caminhando por situações incoerentes com o compromisso assumido no Matrimônio, seja deparando com dificuldades que poderão surgir e ameaçar a vida do casal e da família.

Os Movimentos de Casais estão em nossas paróquias para isto! A busca de bons conselhos com casais mais experientes! A orientação com um sacerdote ou mesmo com auxílio de terapias com profissionais competentes! Mas, acima de tudo, com muita capacidade de trabalharem entre os casais e os filhos o diálogo, a abertura ao perdão, à prática da oração, à deixar que Deus entre em suas vidas.

Muito obrigado por esta oportunidade de, através da Agência ZENIT partilharmos nossas opiniões sobre uma temática importante e necessária que é a ação da Pastoral Familiar em nossa Igreja. 

Para solicitar informação sobre o DVD Sim Aceito pode enviar sua mensagem para: atendimento@compracatolica.com.br


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O nascituro é ser vivo (II) 
Uma sociedade que mata seus filhos, perdeu, ao mesmo tempo, sua alma e sua esperança

Por Vanderlei de Lima


AMPARO, 16 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - A vida só é vida, porque não é um corpo inorgânico e nem um corpo organicamente morto (é óbvio). Acompanhe, pois, com atenção os detalhes desta afirmação.

Corpo inorgânico é aquele que não tem vida, não é organizado. Exemplo? – Os minerais que crescem por justaposição, ou seja, quando há união física sem que um assimile algo do outro. Desse modo, a pedra A pode, por exemplo, juntar-se lateralmente à pedra B, mas cada uma, apesar da junção, conserva as suas propriedades particulares. Jamais se fundem.

Contudo, se a união é química, produz-se uma nova substância diferente das duas (ou mais) que se unem. Assim, duas partículas de hidrogênio e uma partícula de oxigênio, formam a água (H²0).

Os corpos organicamente mortos, por sua vez, são organismos que já tiveram vida e, atualmente, não mais têm.

Outra definição diz que vida é "a propriedade ou qualidade por meio da qual organismos vivos são distinguidos dos organismos mortos em três categorias: (1) vivo, (2) morto (vivo anteriormente) e (3) inanimado/inorgânico" (Clowes, Brian. Os fatos da vida. Brasília: Pró-Vida Família, 1999, p. 201).

Fora dessa demarcação, não há nenhuma outra categoria possível, pois um organismo ou é vivo, ou é morto (já esteve vivo, mas agora não mais está) ou é inanimado/inorgânico (nunca esteve e nem estará vivo), segundo vimos acima.

Daí se segue que a maneira mais simples (e óbvia) de provar que o nascituro é vivo se dá mediante a seguinte observação: o óvulo da mulher e o espermatozóide do homem são células vivas e se unem dando origem a um ser vivo da mesma espécie humana.

A prova de que há vida é que essas duas células, logo que se fundem (surge uma nova vida), se reorganizam, crescem e continuam a ter todas as propriedades de uma célula viva.

Portanto, contra a tese abortista, o bebê está vivo. Ele não é nem morto (se fosse morto, o organismo feminino o expeliria pelo aborto espontâneo ou daria sinais de mal estar e levaria a mulher a buscar ajuda médica) e nem é inanimado/inorgânico (se fosse, nunca poderia nascer vivo).

E mais: um ser morto ou inanimado não realiza divisão celular. Ora, os bebês, além de nadarem e se locomoverem no útero da mãe vivenciam uma taxa bem alta de divisão celular (41 das 45 divisões que ocorrem na vida de um indivíduo).

O grande geneticista francês Jérôme Lejoune é quem declara: "Se o ser humano não começa por ocasião da fecundação, jamais começará. Pois de onde lhe viria uma nova informação? O bebê de proveta o demonstra aos ignorantes." "Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo ser humano chegou à existência já não é questão de gosto ou de opinião."

Sobre o aborto diz ele: "Em nossos dias, o embrião é tratado como o escravo antes do Cristianismo; podiam vendê-lo, podiam matá-lo... O pequeno ser humano, aquele que traz toda a esperança da vida, torna-se comparável ao escravo de outrora".

"Uma sociedade que mata seus filhos, perdeu, ao mesmo tempo, sua alma e sua esperança" (Revista Veja n. 37, de 11/09/1991, apud Pergunte e Responderemos n.485, nov. 2002, p. 462-468).

Por tudo isso que acabamos de expor, vê-se que o bebê é um ser vivo e defender o aborto é promover o homicídio.

Para ler o artigo anterior clique aqui.

Vanderlei de Lima, filósofo e escritor, é autor do livro O verdadeiro católico pode votar em partidos defensores do aborto? E-mail: toppaz1@gmail.com.


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Mundo
As consequências do casamento inter-religioso 
Ensaio revela taxas mais altas de separação e divórcio e maior declínio na prática religiosa em casais de religiões diferentes

Por John Flynn, LC


ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Na última década, nos Estados Unidos, 45% de todos os casamentos foram celebrados entre pessoas de diferentes credos religiosos.

Um livro recém-publicado pela Oxford Press, Til Faith Do Us Part: How Interfaith Marriage is Transforming America [Até que a fé nos separe: como o casamento inter-religioso está transformando os Estados Unidos], Naomi Schaefae Riley investiga os efeitos deste fenômeno na vida conjugal e na prática religiosa.

A autora escreve sobre o assunto com conhecimento de causa: sua família e sua educação são judaicas, mas ela é casada com um cidadão afro-americano criado numa comunidade de Testemunhas de Jeová (ele abandonou aquela religião ainda na faculdade).

Baseando-se em vários estudos e pesquisas, Riley observou que o lado positivo dos casamentos inter-religiosos é o fato de que muitas religiões diferentes estão se tornando parte integrante da sociedade americana. A desvantagem é a realidade muitas vezes infeliz e instável desse tipo de casamentos.

Um dos principais problemas detectados pela estudiosa é que "casais de religiões diferentes tendem a não pensar nas implicações das suas diferenças de crença". Riley evoca uma pesquisa de 2001, que revelou que 27% dos judeus, 23% dos católicos, 39% dos budistas, 18% dos batistas, 21% dos muçulmanos e 12% dos mórmons se casaram com uma pessoa de identidade religiosa diferente.

Outra tendência interessante identificada pela autora é a maior freqüência de casamentos inter-religiosos entre casais mais maduros. De acordo com um levantamento da própria Riley, o percentual de casamentos inter-religiosos foi de 58% na faixa de 26 a 35 anos de idade, 10% a mais em comparação com os casais mais jovens.

O período entre o momento em que um filho deixa a família e a data do seu próprio casamento é geralmente um "tempo morto em termos de vida religiosa", diz Riley. Muitas vezes, o casamento coincide com o momento em que os adultos voltam para a igreja.

A pesquisadora diz ainda que muitas pessoas sentem que é importante que os casais compartilhem os mesmos valores, independentemente da religião que professam. O conceito de valores compartilhados, porém, é uma ideia muito vaga: Riley se pergunta se esta é uma base sólida para se construir um casamento feliz.

A substância e a especificidade dos valores vêm da religião, mas, acrescenta ela, "muitos membros de casais inter-religiosos simplesmente param de praticar assiduamente os ritos da sua religião para evitar problemas. Quem se casa com uma pessoa de fé diferente tende a viver a própria fé mais superficialmente, quando não a perde completamente", diz Riley.
No entanto, continua ela, "a fé é uma faca de dois gumes" e eventos como o nascimento de uma criança, a morte de um ente querido ou a perda do emprego podem desencadear o desejo de voltar à fé em que se cresceu.

Mesmo sendo a fé um fator importante na vida de uma pessoa, o que se destaca na análise de Riley é a falta de uma discussão séria entre os cônjuges sobre as suas perspectivas a propósito da religião. A autora descobriu que mais da metade dos casais inter-religiosos nunca discute antes do casamento sobre qual religião transmitirão aos filhos.

Por que isso acontece? Por causa da tendência atual a promover a tolerância e a não-discriminação? Porque as pessoas não consideram a religião como um fator determinante nos seus relacionamentos afetivos?

O fenômeno traz consequências também para os filhos. Uma pesquisa de 2006 mostra que 37% das pessoas que crescem com pais de diferentes religiões participa de práticas religiosas semanais, enquanto as crianças cujos pais professam a mesma religião elevam esse percentual a 42%.

Uma influência importante se relaciona com a variável de os pais terem decidido ou não educar os filhos numa religião em particular. Se isso acontece, e se o pai ou mãe que compartilha a fé com o filho a pratica de fato, as crianças são mais propensas a praticar essa fé.

No que diz respeito ao divórcio, Riley conclui que os casamentos religiosamente mistos correm maiores riscos. Uma pesquisa realizada em 2001 mostrou que, dos 35.000 entrevistados, os casais mistos eram três vezes mais propensos à separação ou ao divórcio do que os casais de fé homogênea.

Muitos líderes religiosos consultados por Riley aconselham o casamento com pessoas da mesma fé, seja para a preservação da própria fé, seja para a solidez do casamento.

Em seu capítulo final, o livro de Riley propõe que o casamento inter-religioso "é muitas vezes uma história de concorrência leal". As pessoas podem deixar de lado a sua vida religiosa durante muitos anos, mas a filiação religiosa original costuma ressurgir.

A tendência ao casamento inter-religioso continua a crescer, admite Riley, e não mostra sinais de enfraquecimento. Além do impacto sobre os casais, essa tendência terá um impacto sobre as comunidades religiosas. Muitas delas experimentarão um declínio numérico, prevê Riley, especialmente as que não aceitam facilmente o casamento inter-religioso.

Uma recomendação da pesquisadora é que os futuros esposos, com o apoio das respectivas comunidades religiosas, discutam mais detalhadamente as suas diferenças de crença. Uma dica muito útil, em vista dos problemas concretos que Riley encontrou ao longo da sua pesquisa.


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Refugiados sírios na abadia beneditina de Weingarten 
Proposta foi avançada por Dom Gebhard Fürst em resposta ao apelo feito alguns dias atrás por Papa Francesco


ROMA, 15 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - A abadia beneditina de Weingarten, em Baden-Wuerttemberg (Sudoeste da Alemanha), poderá, em breve, acolher refugiados sírios: como informado à Agência Fides, a proposta foi avançada por Dom Gebhard Fürst, Bispo de Rottenburg, diocese onde se encontra a abadia, em resposta ao apelo feito alguns dias atrás por Papa Francesco.

O histórico mosteiro beneditino está atualmente vazio e a Igreja local poderá dedicar temporariamente a estrutura à acolhida de refugiados. A abadia se situa em uma colina dedicada a São Martino que – como recorda o Bispo – é venerado como patrono dos mendicantes, prisioneiros, refugiados e de todos os que estão em necessidade. Dom Fuerst ressaltou que o conceito de solidariedade hoje se ampliou até a "partilha de todo espaço vital".

Hoje, "devemos nos preocupar das pessoas que perderam tudo, que estão traumatizadas e precisam de cuidados", diz o Bispo, exortando também as instituições a se empenharem. Para pe. Ekkehard Schmid, pároco da paróquia de San Martino, adjacente ao mosteiro, "o projeto do Bispo é uma ótima ideia". Em breve, o convento – que deve ser equipado para o acolhimento – poderá receber um número restrito de refugiados, podendo aumentar sua capacidade no futuro.

(Agência Fides)


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Espiritualidade
É possível crescer na fé? 
Reflexões para o ano da fé a partir de Santo Tomás de Aquino e Bento XVI

Por Pe. Anderson Alves


ROMA, 14 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Estamos vivendo o ano da fé, pensado por Bento XVI como «uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé»[i]. Nesse período cada fiel deve procurar aprofundar na própria vida de fé para poder comunicá-la mais eficazmente. «A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria»[ii]. Mas com frequência surge uma dúvida: é realmente possível crescer na fé? Não é verdade que distinguimos simplesmente entre os que têm fé e os que não a tem?

Depende de como se entende a fé. Ela é essencialmente uma relação entre Deus e o homem. Deus se revela livremente doando-se ao homem, no tempo estabelecido por Ele. E o homem é livre para aceitá-lo ou não. A fé é, pois, um dom divino e uma resposta humana. O objeto da fé (Tomás de Aquino chamava de "razão formal") é a verdade primeira, ou seja, a afirmação da existência e da Providência divina[iii]. Nesse sentido, o primeiro ato de fé é crer que «Deus existe e recompensa os que o buscam» (Heb. 11, 6). E assim se distingue simplesmente os que acolheram o dom fé e os que ainda não.

Todavia a "razão material" da fé é Deus mesmo e as outras realidades ordenadas a Ele. Isso significa que a realidade na qual se crê é simples: é Deus mesmo. E como a fé é um ato humano, de conhecimento amoroso de Deus, esse ato deve ser bem entendido. Pois o homem conhece diversamente de Deus e dos anjos. Deus conhece as realidades compostas num ato simples: Ele, ao pensar a si mesmo, apreende todas as coisas complexas. O homem, por sua parte, conhece as realidades simples (como o ser de Deus), por meio de muitos atos complexos. O conhecimento da verdade por parte do homem é sempre discursivo, parcial, ou seja, depende da simples apreensão da realidade, dos juízos e dos raciocínios. O homem apreende então o simples por meio do complexo, e Deus conhece o complexo na Sua simplicidade. Podemos conhecer a Deus a partir das suas criaturas e do que é revelado por Ele. Mas Deus se revela através de muitas palavras: os diversos enunciados da fé. Em outras palavras, a partir da perspectiva do que é conhecido pela fé, o objeto da fé é o ser simplicíssimo de Deus. E a partir do ponto de vista de quem crê, o objeto da fé é composto, são os diversos enunciados da fé, que correspondem ao modo humano de conhecer[iv].

Os principais enunciados da fé se encontram reunidos nos chamados Símbolos, compostos por artigos. Os artigos são as partes distintas que devem ser unidas. Artigos e símbolo se relacionam como os membros de um corpo e o mesmo corpo[v]. Aceitar a fé cristã implica aceitar o símbolo de fé completo, sem mutilações. Os artigos são ordenados entre si, pois há alguns anteriores a outros. Para se crer na ressurreição de Cristo, por exemplo, é necessário aceitar a sua morte; para se crer na sua morte, é necessário crer antes na sua Encarnação. Os artigos de fé se reduzem a um só: crer em Deus e na sua Providência (Heb. 11, 6). Pois no ser divino estão incluídas todas as realidades que acreditamos existir eternamente nele; e a fé na Providência inclui aceitar todos os meios que Deus tem para nos levar à nossa felicidade.

A fé pode então crescer? Depende. Se se refere ao objeto formal da fé, que é único e simples (a verdade primeira) a fé não pode variar nos fiéis: ou se aceita o ser e a ação de Deus ou não. No que se refere ao objeto material da fé, ou seja, às verdades propostas aos fiéis, essas são múltiplas e podem ser acolhidas de modo mais ou menos explícito. Nesse sentido, um fiel pode crer em mais coisas do que outros e pode haver uma fé maior em base ao conhecimento mais profundo das verdades de fé.

Além disso, a fé se distingue segundo os diversos modos nos quais as pessoas a aceitam. Pois o ato de fé provém da inteligência e da vontade. Pode haver uma maior ou menor certeza e firmeza ao aderir a uma verdade de fé, assim como uma maior prontidão, devoção e confiança em Deus[vi].

Pode-se crescer na fé então na medida em que se procura conhecer melhor os seus conteúdos, de modo a aderir a eles com maior convicção, amor e confiança. «Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo»[vii]. E a fé é um ato primeiramente intelectual, mas deve formar toda a vida cristã. Em palavras de Bento XVI: «Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A "fé, que atua pelo amor" (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem»[viii].

[i] Bento XVI, Porta Fidei, n. 4.

[ii] Ibidem, n. 7.

[iii] São Tomás de Aquino, Suma Teológica, II-II,q. 1, a. 1.

[iv] Ibidem, II-II, q. 1, a. 2.

[v] Ibidem, II-II, q. 1, a. 6.

[vi] Ibidem, II-II, q. 5, a. 4.

[vii] Bento XVI, Porta Fidei, n. 4.

[viii] Cfr. Ibid; Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17.


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Angelus
Angelus: Deus nos convida a rezar com insistência 
Papa Francisco recorda o Dia das Missões comemorado neste domingo. Expressa sua proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto


CIDADE DO VATICANO, 20 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - Queridos irmãos e irmãs,

No Evangelho de hoje, Jesus conta uma parábola sobre a necessidade de rezar sempre, sem se cansar. O personagem principal é uma viúva que, suplica ajuda a um juiz desonesto, para que lhe faça justiça. E Jesus conclui: se a viúva conseguiu convencer aquele juiz, vocês acham que Deus não nos ouve, se pedirmos com insistência? A expressão de Jesus é muito forte: "Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite?(Lc 18,7).

"Clamar dia e noite" a Deus! Nos impressiona esta imagem da oração. Mas perguntemo-nos: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem "insistir" com Deus?

Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor. Em nossa caminhada diária, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal dentro e fora de nós, o Senhor não está longe, está do nosso lado; nós lutamos com Ele ao nosso lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir sua presença ao nosso lado, a sua misericórdia, a sua ajuda. Entretanto, a luta contra o mal é difícil e longa, exige paciência e resistência - como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13). É assim: há uma luta para levar adiante todos os dias; mas Deus é nosso aliado, a fé nEle é a nossa força, e a oração é a expressão dessa fé. Por isso, Jesus nos garante a vitória, mas no final pergunta: " O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?" (Lc 18,08). Se apaga fé, a oração se apaga, e caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida.

E assim, devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar. Era notável esta viúva! Sabia lutar por seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamtento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje ocorre o Dia Mundial das Missões. Qual é a missão da Igreja? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma.

Agradeço a todos aqueles que, através da oração e da ajuda concreta apoiam o trabalho missionário, em especial, a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho. Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias que trabalham tanto sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: há alguns dias foi assassinada, em um assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Gostavam dela. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho realizado de um centro de educação; assim difundiu a chama da fé, combateu o bom combate! Pensemos nesta nossa irmã, e a saudemos com aplausos, todos!

Recordo também Stefano Sándor, que foi beatificado ontem em Budapeste. Ele era um salesiano leigo, exemplar no serviço aos jovens, no oratório e na educação profissional. Quando o regime comunista fechou todas as obras católicas, ele enfrentou a perseguição com coragem, e foi morto aos 39 anos. Nos unimos à ação de graças da Família Salesiana e da Igreja húngara.

Desejo expressar minha proximidade às populações das Filipinas atingidas por um forte terremoto, e convido-vos a rezar por aquela querida nação, que passou recentemente por diversas calamidades.

Saúdo com afeto os peregrinos presentes, a começar pelos jovens que deram vida ao evento 100 metros de corrida e de fé", promovida pelo Pontifício Conselho para a Cultura. Obrigado por nos lembrar que o crente é um atleta do Espírito! Muito obrigado!

Acolho com alegria os fiéis da Diocese de Bolonha e Cesena Sarsina, guiados pelo Cardeal Cafarra e pelo Bispo Regattieri; bem como os de Corrientes, na Argentina, e os de Maracaibo e Barinas, na Venezuela. E hoje na Argentina é comemorado Dia das Mães, dirijo uma saudação afetuosa para as mães da minha terra!

Saúdo o grupo de oração "Raio de Luz", do Brasil, e a Fraternidade da Ordem Secular Trinitária.

As paróquias e associações italianas são muitas, não posso nomeá-las, mas eu saúdo e agradeço a todos com afeto!

Bom domingo! Adeus e bom almoço!

(Trad.: MEM)


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'A Lógica da Criação'


Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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