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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

[Novo post] O dramalhão após a morte de Mandela: um péssimo exemplo





lucianohenrique publicou: " Por que eu não publiquei nada no dia da morte de Mandela (5 de dezembro)? Simples. Essa data não tem nenhum significado para mim. Como fiquei imune à idolatria exacerbada em relação a morte do líder sul-africano, achei melhor deixar passar a poeira. " 



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Por que eu não publiquei nada no dia da morte de Mandela (5 de dezembro)? Simples. Essa data não tem nenhum significado para mim. Como fiquei imune à idolatria exacerbada em relação a morte do líder sul-africano, achei melhor deixar passar a poeira.

Mas eu não poderia deixar de citar o ótimo texto "Mandela: o outro lado", de Rodrigo Constantino.

Com uma postura até polida demais, Constantino levantou pontos positivos e negativos na carreira de Mandela. Veja:


Para começo de conversa, não é possível elogiar seu passado. Não foi preso do nada. O Congresso Nacional Africano (CNA) que ajudou a criar foi, sim, um grupo com viés terrorista, como Thatcher acusou, e por isso ele foi parar na cadeia. Claro que tem o contexto do apartheid e tudo. Mas é preciso cautela antes de aplaudir métodos injustos para combater injustiças.

Lênin combatia o regime condenável dos czares, Fidel combatia a ditadura condenável de Fulgêncio Batista, Robespierre combatia o regime condenável dos Bourbons, mas todos, quando venceram, trouxeram regimes ainda piores, mais sangrentos, mais opressores. Seria diferente se Mandela fosse vitorioso naquela época? Provavelmente não.

Seu grande valor, portanto, veio após a saída da prisão, quando resolveu deixar de lado o rancor e a amargura, e lutar por um país mais unido (ainda que não tenha sido como romanceado em "Invictus"). Ou seja, a maior virtude de Mandela foi ter evitado uma guerra civil. Mas vale notar que seus velhos amigos, mesmo o braço armado, não foram rechaçados ou afastados do poder.

Se a África do Sul evitou o derramamento de sangue em uma guerra contra os brancos, por um lado, não foi capaz de avançar muito rumo a um país mais civilizado com império das leis e respeito às liberdades individuais, por outro. O coletivismo racial, de ambos os lados (e isso inclui o CNA), ainda impede o foco liberal nos indivíduos.

O que temos acima senão a mera visão racional a respeito das falhas e virtudes de Mandela? Entretanto, por não glorificar o líder sul-africano, alguns reclamaram bastante.

Ficaram ainda mais irritados com este trecho abaixo:


Outro aspecto negativo em sua biografia: nunca deixou de ser amigo, até próximo, dos piores ditadores do mundo. Mandela se dava bem com todo mundo! Mas opa, isso não é um pouco como o Zelig, de Woody Allen? Então é louvável ser camarada de gente como Fidel Castro, Qaddafi, Saddam Hussein e Yasser Arafat? Mandela foi amigo de todos eles.

Seus discursos públicos atacavam com freqüência os países ocidentais, mas nunca tinham coisas muito desagradáveis para dizer sobre as ditaduras comunistas. Em 1990, Mandela chegou a afirmar que Cuba se sobressaía perante os demais países por seu amor aos direitos humanos e liberdade. Pergunto ao leitor: pode alguém que considerava Cuba um exemplo de liberdade ser visto como "herói da liberdade"? Pois é…

Sejamos realistas. É claro que políticos, seja de direita ou de esquerda, devem fazer menções elogiosas a Mandela. Mas sabemos que isso é pura politicagem, e é isso que os políticos profissionais fazem.

Mas eu não sou um político profissional. Não ganho nada endeusando alguém cujo sistema moral inclua a defesa de ditadores genocidas e o uso de atos de terrorismo em "prol da causa" (seja a causa qual for, inocentes não devem ser mortos por isso).

O pior de tudo é esse dramalhão em torno da morte de Mandela. Toda essa novela mexicana termina ensinando uma moral perversa à nova geração: vale a pena fazer o que quiser, incluindo os atos mais bárbaros possíveis, pois, no futuro, ainda é possível que cultos à personalidade o inocentem de tudo.

Aliás, é isso que os adeptos de psicopatas da extrema-esquerda dizem o tempo todo: "A história o absolverá!". Frases assim valem tanto para Fidel Castro como agora os petistas tem usado em relação aos mensaleiros.

Esse é o maior risco de validarmos o ato de endeusamento de um ex-terrorista. Fazer isso significa passar a seguinte mensagem: não existe certo ou errado, e tudo o que você fizer está automaticamente certo, desde que se convença os outros de que tudo foi "justificado por uma causa".

Ao contrário, devemos rejeitar o endeusamento de criminosos e reconhecer os crimes dessas pessoas como eles são. A morte de alguém não com falhas graves de caráter não cria um santo. Aceitar a santificação de pessoas com um passado tenebroso é uma atitude irracional. Um ataque à verdadeira reflexão.

Pior do que isso: é o incentivo ao abandono de todo e qualquer sistema moral. Isto é o que está sendo transmitido em termos de exemplo à geração que assiste à toda essa palhaçada: "Ei, que legal, já posso fazer o que quiser, pois se Mandela pôde ter uma carreira de terrorista, matando inocentes, e hoje virou um santo, quais são os meus limites então? Aliás, limites para quê?"

Em suma, muito cuidado com o endeusamento post mortem de pessoas que tenham tanto virtudes como (principalmente) gravíssimos defeitos morais.















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“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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