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sábado, 18 de janeiro de 2014

[Novo post] A assertividade essencial de Aécio Neves na questão dos escravos cubanos. Agora é a hora da problematização!




lucianohenrique publicou: " Ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, falou várias verdades sobre o programa Mais Médicos: O senador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o programa Mais Médicos, implantado no governo " 



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Ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, falou várias verdades sobre o programa Mais Médicos:


O senador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o programa Mais Médicos, implantado no governo Dilma Rousseff, de ser "80% propaganda". Ele fez ainda críticas à gestão do governo petista na área da Saúde e disse que hoje, na forma como funciona, a iniciativa "discrimina" os cubanos e é "desleal" com os brasileiros, ao ser oferecida como "solução" para o problema da saúde pública no País.

Anunciado em julho do ano passado pela presidente Dilma e pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, o programa Mais Médicos terminou 2013 com 6.658 profissionais trabalhando em 2.177 municípios e 28 distritos indígenas. A meta do governo é, até março de 2014, ter 13 mil profissionais nos municípios que aderiram ao programa. Para isso, pode contratar ainda mais estrangeiros, segundo o ministro Padilha (leia aqui).

"O Mais Médicos eu diria que é 80% propaganda e 20% de efetividade na melhoria do atendimento à saúde. Porque o mesmo governo que faz essa propaganda enorme do Mais Médicos é o governo que permitiu que nos últimos dois anos fossem fechados 13 mil leitos hospitalares no Brasil e deixou as Santas Casas em situação de miséria", criticou Aécio Neves em entrevista à Record News, na noite desta quarta-feira 15.

Segundo ele, quando o PT assumiu o poder, o governo federal investia, "no conjunto", 66% em Saúde. "Hoje, investe apenas 45%", disse aos jornalistas Heródoto Barbeiro e Ricardo Kostcho. "Apresentar o Mais Médicos como a solução do problema da saúde pública no Brasil é deslealdade para com os brasileiros. O Mais Médicos é um caminho, nós precisamos de médicos em determinadas regiões do Brasil", acrescentou o tucano.

Cubanos

Questionado se acabará com o programa caso seja eleito presidente nas eleições de 2014, Aécio respondeu que não, mas que faria mudanças. "No governo nosso, eu não faria como fez o governo do PT, em que os médicos cubanos são discriminados em relação a médicos de outras partes do mundo". O senador lembrou em seguida que hoje, os médicos estrangeiros que estão no País, como argentinos e espanhóis, recebem R$ 10 mil por mês.

"O cubano recebe 10 mil reais em Cuba, o governo cubano recebe 10 mil reais, eles recebem aqui 1,5 mil reais. Eu quero estabelecer uma nova forma de contrato em que os cubanos que aqui quiserem ficar poderão ficar, serão estimulados a ficar, e vão receber exatamente como recebem os outros", disse.

Hoje, os profissionais cubanos são contratados pelo governo brasileiro por meio de um convênio com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), que faz o intercâmbio entre o Brasil e a ilha de Raúl Castro. Aécio anunciou que "romperia" esse contrato para "encontrar uma forma de dar continuidade ao trabalho desses médicos, mas não prejudicando os cubanos, que têm suas famílias retidas em Cuba e recebem aqui um salário irrisório, vivendo de favores hoje dessas cidades [para onde foram encaminhados pelo programa]".

Segundo ele, "hoje o País paga [os cubanos], mas submete-se a regras de um país fechado, de uma ditadura comunista", em referência à Cuba.

A quantidade de problemas morais e lógicos lançados por este tipo de proposta muito bem-vinda por parte de Aécio é realmente enorme. Podemos exercer a arte da problematização.

Por exemplo, vários petistas dizem que "Aécio Neves vai estragar o programa, pois, se não for assim, os médicos voltam para Cuba". Mas, se for verdade que os médicos cubanos não são escravos, então eles só voltam para Cuba se quiserem. Se hoje eles ganham R$ 1,5 mil e passarem a ganhar R$ 10 mil, é claro que não voltarão para Cuba. Ou seja, se o petista quiser atacar Aécio dizendo que "contratar diretamente os cubanos inviabilizaria o programa Mais Médicos", então serão obrigados a reconhecer que eles são escravos, ao invés de cidadãos livres para escolhem em que país querem trabalhar, abandonando seu cargo anterior.

Sim, eu sei que os médicos cubanos são escravos, mas os petistas são incisivos ao dizer que eles são livres. Sendo assim, o petista só conseguirá dizer que "Aécio quer inviabilizar o Mais Médicos" se reconhecer que mentiu para omitir a realidade sobre a escravidão dos cubanos.

Passado este questionamento, temos outros. Se já foi possível deixar claro para todos de que não há dúvida alguma de que os médicos cubanos são escravos, então é momento de partirmos para a seguinte problematização: o que fazemos com essa situação?

Sendo que os médicos são escravos que precisam ser libertos, então no momento de libertá-los poderemos ter problemas. Por exemplo, se os médicos estão no Brasil e as famílias deles em Cuba, o governo cubano poderá usar os familiares como reféns. Mas aí já falamos de uma crise de tomada de reféns, por isso é imperativo financiar uma visita dos familiares dos médicos cubanos ao Brasil, só para começar. A mera negativa do governo em fazer isso já pode ser considerado um gravíssimo crime contra a humanidade, que deve resultar em uma imediata ida ao Tribunal de Haia.

Uma vez que já aceitamos que as pessoas não devem ser discriminadas por sua nacionalidade, pagar menos para um cubano é inaceitável e extremamente preconceituoso contra eles. Sendo que eles vivem no Brasil, devem receber o mesmo salário que os demais. Claro que um cubano deve ter o direito de querer manter seu vínculo com Cuba, mas apenas se os seus familiares não mais residem por lá. Assim, desde que a crise de tomada de reféns esteja resolvida, devemos lançar este problema ao público, mostrando mais uma grave falha moral do projeto petista.

Outro problema que devemos trazer à discussão é: sendo que as classes trabalhadoras tem lutado por condições de trabalho, é justo ignorar essas demandas para trazer escravos cubanos para todas as profissões que fizerem demandas por melhores condições? Assim, teríamos que ter bancários, metalúrgicos e outras categorias vindas de Cuba, o que faria com que os sindicatos profissionais do Brasil perdessem todo o sentido, já que, ao mero sinal de reclamação sindical, bastaria trazer cubanos e mandar o sindicato sorver pirongas. Assim, os petistas teriam que fazer mais uma opção moral e lógica, e serem expostos por sua resposta.

E isso é só o começo! Podemos notar que o programa Mais Médicos, se devidamente explorado, cria tantos problemas morais para o PT que basta um pouco de estratégia política para trazer estes problemas à tona, atingindo os cascos do partido.















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“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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