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sábado, 18 de janeiro de 2014

[Novo post] Bateu o desespero: “Por que a esquerda precisa destruir as pretensões de Olavo de Carvalho”




lucianohenrique publicou: " Essa foi boa! Simplesmente ganhei o dia ao ler o texto "Por que a esquerda precisa destruir as pretensões de Olavo de Carvalho", publicado na Página Vermelha e escrito por um tal de André R.: Tentarei ir direto ao ponto, de forma que o texto não fiqu" 



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Nova publicação em Ceticismo Político 











Essa foi boa! Simplesmente ganhei o dia ao ler o texto "Por que a esquerda precisa destruir as pretensões de Olavo de Carvalho", publicado na Página Vermelha e escrito por um tal de André R.:


Tentarei ir direto ao ponto, de forma que o texto não fique grande -- afinal, tenho incorrigíveis dedos prolixos -- e que possa ser de rápida leitura. É o seguinte, acredito que diante da onda anti-comunista que está sendo restaurada no Brasil (pois, vocês sabem, é uma velha conhecida da nossa ditadura civil-militar de 64), temos que agir para que não comece uma caça às bruxas nos anos que estão por vir. Eu gostaria de propor uma discussão a respeito de algumas sugestões que tenho comigo, visto que, em tempos como o nosso, temos poucos recursos de ação, senão uma militância dada por discussões intelectuais.

Vamos analisar o inicio disso tudo.

Internet. Olavo de Carvalho. Temos um objeto e um indivíduo. Antes de criticarem coisas como "mas vocês só falam no Olavo de Carvalho" etc., acho que, apesar de tudo, ele é, sim, uma pedra no nosso sapato e eu vou explicar o porquê.

Olavo, desde muito tempo, passou a fazer um contínuo trabalho na internet, seja pelas suas conferências por vídeo (o programa True Outspeak) e a escrita dos artigos -- esse último não sendo tão eficaz quanto o primeiro. Não só isso, mas Olavo de Carvalho desceu do 'patamar' do escritor. Os autores, em dias como os nossos, gostam do glamour. Vejam só, um colunista d'O Globo nas redes sociais, conversando com as pessoas, face-a-face. Nos parece algo bastante tentador, não? E quem é que, no inicio de suas leituras, não quis ter um amigo escritor, sobretudo alguém que chamam de filósofo -- algo que no inicio nos parece algo tão estratosférico e inalcançável às pessoas 'normais'. Olavo não é burro. Ele percebeu isso e foi ganhando adeptos através das suas participações em comunidades do Orkut, por exemplo. Nos anos 2001 e 2002, mesmo, o Olavo tinha uma coluna em um grande jornal. Era um famoso; um figurão.

Compreendido isso, vamos à segunda parte:

Olavo de Carvalho fez a sua militância, criando uma patota de malucos da internet correndo por aí e espalhando mentiras sobre autores que eles não leram, como o próprio Gramsci, que virou uma espécie de bode expiatório da direita. Qualquer pessoa que tenha lido o seu livro mais famoso sabe muito bem que o que dizem sobre a sua suposta hegemonia é algo tão ridículo que não merece nem atenção. Mas essas pessoas não o leram, e a primeira vez que ouviram falar no velho italiano, foi através de um... jornalista do O Globo. Vocês sabem, mas escritores de jornais grandes passam grande confiança. É aí que começa a aparecer a segunda -- e mais importante -- parte da extensão do perigo: pessoas mais famosas ainda que descobrem o Olavo de Carvalho.

Surge Lobão, um cantor. "Caralho, um cantor! E de Rock". Vocês sabem. As pessoas gostam de Rock no Brasil, sobretudo os jovens da classe média (a minha Bossa Nova fica para os velhos de espírito, como eu.). E Lobão também desce do pedestal e não só faz propaganda para o Olavo, mas também conversa com a molecada. E ele começa a falar pros amigos dele que tendem à direita: Roger e Danilo Gentili. Pensem em twitters e páginas de facebook com milhares de seguidores engolindo tudo aquilo. Depois a TV, com o tal do Paulo Eduardo Martins e a Raquel Sherazade. E Feliciano. A maioria deles são papagaios de um Olavo de Carvalho, só que vão levando a coisa adiante ao seu modo. O Danilo Gentili (caralho, um cara da TV!) também passou a conversar com os seus fãs. Ele participava no grupo Liberalismo, onde sempre postei. Eu via ele postando lá e pedindo conselhos à turma.

Em suma, preciso falar mais? Acho que já dá para compreender a gravidade disso.

O primeiro passo, gosto de pensar, é compreender a situação onde estamos inseridos, assim, de modo que possamos estudar tudo isso e começar a agir de dentro. Não adianta se afobar. Os velhos e saudosos intelectuais da antiga Civilização Brasileira, da qual tenho o prazer de conservar amizade com alguns deles, ficaram quase 5 anos tentando compreender o que estava acontecendo a partir de 1964 para, em 68, lançarem aquela explosão de traduções de autores como Lukács e Gramsci, que saíram pela mesma editora.

Eu já discordo! Não é mais o Olavo de Carvalho com quem eles tem que se preocupar. É com as pessoas que ele conseguiu conscientizar, entre as quais me incluo.

Não sou um "seguidor de Olavo de Carvalho", mas foi a partir de insights vindos dele que resolvi adotar como pedra fundamental de meu sistema de pensamento que a característica que deve marcar a atuação da direita é a aniquilação de sua ingenuidade perante os truques da esquerda. Em seguida, é só partirmos para a conscientização pública do maior número de pessoas a respeito dessas fraudes, pois é uma obrigação moral denunciarmos monstruosidades éticas.

Os paradigmas desenvolvidos neste blog são frutos desse tipo de conscientização. Além de mim, há outros autores influenciados por Olavo de Carvalho, e não há mais o que fazer para impedir isso.

A proposta desesperada do autor do texto citado aqui chama os esquerdistas para se unirem para "eliminar o problema Olavo de Carvalho". Com certeza, criarão uma nova arquitetura de fraudes com maior foco em atacá-lo, mas, enquanto isso, pessoas já conscientizadas de que a esquerda é só truque (e nada mais) estarão prontas para "dialogar" com essas fraudes, expondo-as ao público.

Como exemplo, veja este vídeo de um ultra-esquerdista que usa o codinome de Frank Jaava:


Aí é como já postei no blog de Octávio Henrique, em seu ótimo texto irônico Manifesto Jaaviano contra Olavo de Carvalho e outros arrogantes, inconsistentes, desonestos intelectuais e "fechados à diversidade da experiência humana e da realidade que nos constitui", basta apontarmos as fraudes intelectuais cometidas. No caso deste vídeo, temos: 
Ele diz que leu as obras todas de Olavo e cita um vídeo do programa do Olavo como exemplo. Sinal de que ele não leu mesmo, pois o próprio Olavo deixou claro que a filosofia dele é uma coisa, e seus programas sobre política outra, mesmo que a segunda seja influenciada pela primeira. 
Ele cita opiniões sobre o cotidiano dadas por Olavo para dizer que "não podemos ler Olavo", o que não faz o menor sentido e não passa de uma falácia ad hominem. Até hoje eu não encontrei um filósofo sequer que não tenha dado uma opinião questionável sobre o mundo. O próprio Jaava crê na ideologia de gênero, que é mais anti-científica do que qualquer afirmação questionável sobre ciência feita por Olavo. Mesmo assim, se Jaava tivesse um sistema filosófico, ele não seria invalidado pelo fato dele crer na ideologia de gênero, por pura fé cega. 
Ele realmente mistura opiniões absurdas de Olavo como a questão da Pepsi, com argumentos irrefutáveis, como o fato do nazismo ser de esquerda. Em dois posts (aqui e aqui), já acabei com esse truque de tentar vender nazismo como se fosse de esquerda com truques de encenação e o aceite por auto-declaração. Todos os esquerdistas revoltados partem para dizer que "a diferença entre nazismo e marxismo é que o último prega a igualdade social, e o primeiro não", o que é o mesmo que dizer "a diferença entre o cidadão comum e o criminoso violento é que o último prega a auto-inocência, e o segundo não". Ou seja, diferenciar pessoas em seu comportamento por declarações de propaganda feitas por costuma é uma credulidade digna de retardados mentais. A "diferenciação" entre marxismo e nazismo não existe como um fato real. 
Ele ainda diz que Olavo "vive em guerra". Não é verdade, pois tudo que Olavo faz se baseia única e exclusivamente no uso de palavras, sem requisições de violência contra terceiros, nem campanhas de destruição pessoal, aniquilação de reputações, etc. E isso é exatamente o oposto do que fazem os esquerdistas, que dependem da destruição de seus inimigos. Não surpreende que Jaava e seus amigos endossem genocídios cometidos por gente como Mao, Pol Pot e Stalin. Em uma escala menor, Jaava endossa grupos LGBT que fazem agressões contra conservadores. Como se nota-se, nem Olavo nem ninguém que ele influenciou precisa "viver em guerra", apenas demonstrar o comportamento dos esquerdistas. Esses sim vivem em guerra contra a civilização livre e os cidadãos honestos. 

Atenção: eu me tornei hábil para o desmascaramento de fraudes por causa de várias coisas, como o background em auditoria corporativa, com ênfase em investigação de fraudes de TI, especialmente a área de engenharia social. Mas eu não tinha esse tino tão ajustado para o debate político, e não raro era vítima ingênua das armações de esquerdistas.

Muitos leitores meus sabem que eu sempre fui um bom em encontrar falácias oponentes, mas há uma diferença entre encontrar falácias e ser um mapeador de fraudes. No primeiro caso, buscamos erros de raciocínio, e no segundo buscamos tentativas deliberadas de uma pessoa desonesta obter vantagens indevidas sobre outras. Em 2009, minha perspectiva era a de um investigador de falácias, e agora é a de um investigador de fraudes intelectuais.

Quem ler o texto "Neo-ateus e o eterno olhar de pidão do lado de fora", escrito em agosto de 2009, poderá notar várias diferenças em relação ao que escrevo hoje. Meu foco era no ataque aos neo-ateus, e hoje é no ataque ao esquerdismo, ou seja, a religião política em geral. Meu foco era na defensiva, e hoje está na ação ofensiva. Eu era teísta, e hoje sou ateu (aliás, Olavo é teísta). Mas a maior diferença é a seguinte: eu era vulnerável diante de fraudadores intelectuais, e hoje não sou. Hoje eu entendo os fraudadores intelectuais como eles definitivamente são.

Olavo de Carvalho é o único responsável por essa influência? Não, não é. Autores como Ann Coulter, David Horowitz, Tammy Bruce e Ben Shapiro fazem parte de meu Top 10 nesse tipo de conscientização. E eu discordo de algumas opiniões deles, naturalmente. Mas a essência da mensagem é fundamental: o esquerdista depende de nossa ingenuidade perante seus truques para prosperar.

Quer o tal de Jaava não fique chateadinho, pois esta é a nova dialética que devemos defender, pelo lado da direita. É praticamente como um esporte: a esquerda joga lançando fraudes, e nós, da direita, devemos expô-los ao público como verdadeiros fraudulentos que são.

Esta, a meu ver, é a grande lição que os leitores de Olavo devem abstrair. E, mesmo que a esquerda resolva fuzilá-lo literalmente, essa lição vai ser disseminada mais e mais. Em síntese, temos aqui um continuum muito interessante: para atacar Olavo a esquerda vai bolar novas fraudes, e nós vamos desmascarar essas fraudes e expor os fraudadores, não apenas por proteção a Olavo, mas por que é praticamente um esporte nosso desmascarar esquerdistas enquanto eles estão mentindo.















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“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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