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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

[ZP140112] O mundo visto de Roma

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ZENIT

O mundo visto de Roma

Serviço semanal - 12 de Janeiro de 2014


Papa Francisco

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Mundo

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Papa Francisco


Papa em Sta. Marta: recitar o Credo com o coração e não como papagaios
Francisco recorda que a fé exige duas atitudes: confessar Deus e confiar em Deus
Por Redacao
ROMA, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O Papa chamou atenção para os "cristãos derrotados", cristãos pela metade" durante a homilia em Santa Marta nesta manhã de sexta-feira. Por isso, ele recordou que "a fé tudo pode" e "vence o mundo", mas é necessário confiar em Deus.
O centro da homilia foi a primeira carta de São João, em que o apóstolo insiste sobre a palavra que, para ele, é a expressão da vida cristã: "permanecer no Senhor", para amar a Deus e o próximo. Este "permanecer no amor" de Deus é obra do Espirito Santo e da nossa fé, e produz um efeito concreto. Francisco afirmou que "quem permanece em Deus, quem foi gerado por Deus, que permanece no amor, vence o mundo e a vitória é a nossa fé. Da nossa parteéa fé. Da parte de Deus, o Espirito Santo, que realiza esta obra da graça. É forte! Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé! Nossa fé pode tudo! É a vitória! E seria bom se repetíssemos, a nós mesmos, porque muitas vezes somos cristãos derrotados. A Igreja está cheia de cristãos derrotados, que não acreditam nisto: que a fé é vitória; que não vivem esta fé. Se não vivem essa fé,existea derrota, e vence o mundo, opríncipedo mundo".
O Papa recordou que Jesus louvou muito a fé da hemorroíssa, da cananeia e do cego e dizia que quem tema fé do tamanho deum grãode mostarda pode mover montanhas. "Esta fé exige duas atitudes: confessar e confiar. Sobretudo, confessar" – destacou o Santo Padre.
A fé significa confessar Deus, mas o Deus que se revelou a nós, desde os tempos dos nossos pais até hoje; o Deus da história.É isto que recitamos todos os dias no Credo. Uma coisa é recitar o Credo do coração e outra coisa como papagaios, não é? Creio, creio em Deus, creio em Jesus Cristo, creio ...Eu creio no que digo? Esta confissão de fé é verdadeira ou eu digo decorado,porque se deve dizer? Ou creio parcialmente? Confessar a fé! Inteira, não apenas uma parte! E devemos custodiar esta fé, como chegou a nós através da tradição: toda a fé! E como posso saber se confesso bem a fé? Através de um sinal: quem confessa bem a fé, toda a fé, tem a capacidade de adorar, adorar a Deus".
O Papa continuou destacando que "nós sabemos como pedir a Deus, como agradecer a Deus, mas adorar a Deus, louvar a Deus, éalgomais! Somente quem tem esta fé forte é capaz deadoração".
O Santo Padre acrescentou: "Eu me atrevo a dizer que o termômetro da vida da Igreja está um pouco baixo nesse sentido: há poucos com capacidade de adoração, "não temos muito, alguns sim..." E isso acontece porque "na confissão da fé não estamos convencidos, ou estamos convencidos parcialmente". Por isso- explicou o Papa- a primeira atitude é confessar a fé e guardá-la. A segunda é "confiar".
Deste modo, concluiu o Santo Padre: "o homem ou a mulher que tem fé, confia em Deus: se entrega! Paulo, num momento escuro de sua vida, dizia: 'Eu sei bem em quem tenho acreditado'. Em Deus! Em Jesus Cristo! Confiar: isso nos leva a esperança. Assim como a confissão da fé nos leva à adoração e ao louvor a Deus, confiar em Deus nos leva a uma atitude de esperança. Existem muitos cristãos com uma esperança aguada, pouco forte: uma esperança fraca. Por quê? Porque não têm a força e acoragem deconfiar no Senhor. Mas se nós cristãos cremos confessando a fé, e também a guardamos, custodiando-a, e confiando em Deus, no Senhor, seremos cristãos vencedores. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé!"
(MEM)

"O amor cristão é concreto e generoso, não é como aquele das telenovelas
Homilia em Santa Marta: Papa Francisco enfatiza que o amor de que Jesus fala não é o êxtase espiritual, mas se traduz em ações concretas e tem mais para dar do que para receber
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, 09 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O amor cristão ou é altruísta, generoso, alegra-se "mais em dar do que em receber ", ou, é um amor "romântico", de telenovela. Não é brincadeira: o argumento levantado pelo Papa Francisco na missa em Santa Marta é rigoroso. O amor cristão tem sempre uma característica: a concretização. O amor cristão é "concreto", diz o Papa, guiado em sua reflexão por São João, na primeira carta, ele reitera várias vezes: "Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e o amor Dele é perfeito em nós".
É neste "permanecer duplo" de "nós em Deus e Deus em nós", que reside a "vida cristã" e a experiência de fé. Não "no espírito do mundo" ou "na superficialidade, na idolatria, na vaidade", adverte o Santo Padre. É fundamental "permanecer no Senhor", e Ele "corresponde-nos: Ele permanece em nós", por iniciativa própria. Mesmo quando - afirma Francisco - "muitas vezes nós o expulsamos", nós "não podemos permanecer Nele", resta ainda "o Espírito".
Este "permanecer no amor de Deus" - esclarece o Papa- não tem apenas uma dimensão espiritual, mas também se traduz na "carne", em ação concreta. Não se limita a um êxtase do coração ou a algo agradável de se ouvir. "Observem que amor de que nos fala João não é o amor das telenovelas! Não, é outra coisa", reitera firmemente o Papa.
"O próprio Jesus – continua Bergolgio - quando fala sobre o amor, nos fala de coisas concretas: alimentar os famintos, visitar os doentes", e assim por diante. Se no amor não há a "concretude cristã" - disse o Papa – arrisca-se "viver um cristianismo de ilusões, porque não está claro qual é o centro da mensagem de Jesus". É um "amor de ilusões", como aconteceu aos discípulos quando - diz o Evangelho de hoje - ficaram perturbados ao ver Jesus andando em direção a eles sobre o mar: "Eles pensavam que fosse um fantasma".
O estupor dos Apóstolos – destaca o Santo padre - "vem da dureza de coração", porque "eles não entenderam" a multiplicação dos pães ocorrida pouco antes, como afirma o Evangelho. "Se você tem um coração endurecido, você não pode amar, e você acha que o amor é imaginar coisas"- exorta Francisco.
Então, para medir a concretude do amor cristão, devemos refletir sobre dois aspectos. Primeiro: "Amar com as obras, não com as palavras. As palavras são levadas pelo vento! Hoje estão e amanhã não estão mais"- disse o Pontífice. Segundo: "No amor é mais importante dar do que receber. Quem ama dá, dá, ... Dá coisas, dá vida, dá -se a Deus e aos outros. Ao contrário, quem não ama, quem é egoísta, busca sempre receber, tenta sempre ter coisas, levar vantagem".
A "moral" da homilia de hoje do Papa Francisco é, portanto, clara: "Permanecer com o coração aberto, não como era aquele dos discípulos, que era fechado, eles não percebia nada: permanecer em Deus e Deus em nós; permanecer no amor."
(Trad.:MEM)


Santa Sé


Gentis-homens e Sediários pontifícios: trabalho que pode se tornar apostolado
Nas sucessivas audiências desta manhã, o Papa agradeceu o serviço à Igreja e exortou a não manchá-la com qualquer atitude mundana
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Gentileza, cordialidade, humildade, serviço e gratidão: são as características que compõem a figura dos Gentis-homens e dos Sediários pontifícios. Atentos para não "manchar" a Igreja com "qualquer atitude mundana". Foram as palavras do Santo Padre Francisco dirigidas aos Gentis-homens e aos Sediários, acompanhados de seus familiares, nas sucessivas audiências desta manhã.
Aos Gentis-homens cujo serviço consiste em acolher e acompanhar as pessoas que vêm ao Vaticano, Francisco recordando as qualidades necessárias para desempenhar esta função, como o próprio nome diz: gentileza e cordialidade, destacou que "essas qualidades humanas encontram sua mais autêntica raiz numa vida animada pela fé, que oferece testemunho de coerência evangélica sem manchá-la com qualquer atitude mundana."
Ao final do tempo do Natal, todos nós somos tocados "pela maravilha de Deus menino na gruta de Belém". É necessário conservar este estupor: estar atento e rezar - pediu o Santo Padre – "para que esta luz interior não se dissolva, para poder levar avante na nossa vida, familiar e profissional, a alegria da fé, que se expressa na caridade, na benevolência, na ternura."
Aos Sediários pontifícios o Papa convidou a contemplar "o mistério do nascimento de Jesus, que nos chama a viver com humildade, simplicidade e espírito de serviço". Se "vivido com esta atitude interior, o trabalho pode se tornar apostolado – uma preciosa ocasião para transmitir aos que encontrais a alegria de ser cristãos."
"Eu vos agradeço cordialmente e me sinto em dívida convosco", concluiu o Santo Padre, agradecendo de modo especial a ternura com a qual os Sediários pegam as crianças nas audiências públicas. E brincou: "Eu perguntei a um de vós: 'Mas quantos filhos tens? Porque sabes pegá-los, vê-se!"  
(MEM)


Pregação Sagrada


Homilética: Batismo do Senhor, domingo depois da Epifania
Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia
Por Pe. Antonio Rivero, L.C.
SãO PAULO, 12 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - COMENTÁRIO À LITURGIA DOMINICAL

Batismo do Senhor, domingo depois da Epifania
Ano A
Testos: Isaías 42, 1-4. 6-7; Atos 10, 34-38; Mateus 3, 13-17

Pe. Antonio Rivero, L.C.: Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo.
Ideia principal: o Batismo do Senhor nos envolve em sua luz no dia do nosso batismo.
Resumo da mensagem: o Batismo do Senhor é um dos mistérios de luz, como ensinou-nos o beato João Paulo II. Qual luz resplandece desde o rio Jordão? Deixemo-nos envolver por essa luz.
Pontos da ideia:
Em primeiro lugar, desde o rio Jordão brota uma primeira luz que aclara a pergunta de por que o Senhor quis eleger este momento para batizar-se, e não antes. Jesus quis fazer coincidir o inicio de sua vida publica com o seu batismo. Se tivesse deixado para outra ocasião, talvez tivesse passado despercebido aos olhos do povo de Israel. Com o beneplácito do Pai e a força do Espírito Santo, ele começa seu ministério público (evangelho) para fazer o bem, curar os oprimidos pelo diabo (segunda leitura), abrir os olhos dos cegos, liberar os prisioneiros e implantar a justiça (primeira leitura).
Em segundo lugar, desde o rio Jordão brota uma segunda luz que aclara varias posições errôneas com respeito ao batismo. Uma primeira objeção: quando se deve receber o batismo. Alguns dizem que deveria ser quando adulto, porque assim o fez Jesus. Com essa luz do Jordão podemos ver que Jesus não necessitava do batismo, porque é Deus, e como homem não possuía pecados. Nós, porém, necessitamos realmente da purificação, da iluminação, da regeneração e da justificação do batismo. Necessitamos ser lavados o quanto antes possível. Uma segunda objeção: o pequeno não tem consciência do que faz e os pais e os padrinhos estariam obrigando seus filhos a receber algo que não conhecem e, por conseguinte, não estão em condições de aceitar; que eles escolham quando crescer. Com a luz do Jordão podemos aclarar essa objeção: o pequeno certamente não sabe o que faz, mas a Igreja sim o sabe, que como boa mãe pede o melhor para ele a Deus Pai, isto é, que o adote como filho seu e o converta em herdeiro do Reino celeste. Há como uma impaciência da Igreja, que o quer o quanto antes filho de Deus, irmão de Cristo, membro da Igreja. Ela, na pessoa dos pais e dos padrinhos, responde por esse ato. Depois os educará na fé, dando-lhes as razões de sua esperança. Então poderá fazer atos conscientes e meritórios, mas a criança já estará revestida com a graça de Deus.
Finalmente, resumindo os resplendores dessa luz que emana do Jordão, podemos dizer que Jesus se batizou por nós. Submergiu-se naquelas águas para purificá-las, no contato com sua carne santíssima, e assim conferiu-lhes o poder de purificar. Submergiu-se também para fecunda-las, dando-lhes a capacidade de gerar filhos para Deus. Daqui que os antigos chamassem de "mãe" a pila batismal, pois dá à luz filhos para a eternidade. Submergiu-se, em terceiro lugar, para inaugurar os sacramentos da Nova Aliança, especialmente o batismo, que é a porta para os demais sacramentos.
Para reflexionar: o dia mais importante e luminoso da minha vida foi o dia do batismo. Lembro-me em que dia fui batizado? Com que me compromete a luz que recebi no dia do meu batismo?
Qualquer dúvida o sugestão podem entrar em contato com o Pe. Antonio pelo e-mail:


Igreja e Religião


Tem início o Capítulo Geral Extraordinário dos Legionários de Cristo
Missa de abertura na Capela do Centro de Estudos Superiores dos Legionários, em Roma
Por Redacao
ROMA, 08 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Conforme comunicado, tem início o Capítulo Geral Extraordinário dos Legionários de Cristo. A Missa inaugural foi presidida pelo Delegado Pontifício, Cardeal Velasio De Paolis, na Capela do Centro de Estudos Superiores dos Legionários, em Roma, às 18:30.
A primeira reunião do Capítulo será realizada na sede da Direção Geral da Congregação (Via Aurelia, 677), dia 09 de janeiro. Das reuniões capitulares participam apenas o Presidente do Capítulo (Delegado Pontifício e dois conselheiros pessoais) e os padres capitulares. Alguns representantes dos consagrados e consagradas do Regnum Christi, bem como membros leigos do Regnum Christi, foram convidados a participar.
A primeira fase do Capítulo, com duração de aproximadamente 20 dias, será a portas fechadas e incidirá, em especial, sobre o trabalho técnico de revisão do texto constitucional. Depois, haverá a eleição dos novos líderes, cujo resultado será público. Em seguida, a segunda parte do Capítulo será dedicado a diferentes temas da vida da Congregação.
A Assessoria de Comunicação Institucional do Regnum Christi e da Legião de Cristo publicou um site para que os Legionários, os consagrados, e os membros e amigos do Regnum Christipossam acompanhar o dia a dia do Capítulo Geral.

Fátima: especialista analisa manuscrito da terceira parte do segredo
Trata-se do manuscrito autêntico, não tem a assinatura da Irmã Lúcia. Santuário de Fátima o colocou na exposição temporária Segredo e Revelação
Por Redacao
FáTIMA, 08 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O estudo ainda decorre, mas a investigadora, Maria José Azevedo Santos, em entrevista ao jornal oficial do Santuário de Fátima "Voz da Fátima", adianta algumas conclusões e especificidades do documento: trata-se do manuscrito autêntico, foi escrito em papel de carta sem marca de água e, curiosamente, não tem a assinatura da Irmã Lúcia.
"Recolhi os elementos que nem a melhor reprodução tecnológica permite; estar em contato com o produto natural é muito importante para a investigação; para recolher todos os elementos era obrigatório contatar diretamente com o Manuscrito", sublinha Maria José Azevedo Santos, que revela que os métodos que utilizou são os habituais neste tipo de estudo: "trabalhei com todos os métodos, princípios e regras das duas ciências, estudei o documento do ponto de vista interno e extrínseco".
Maria José Azevedo Santos destaca algumas as caraterísticas do Manuscrito em investigação. Talvez a mais curiosa seja o não ter a assinatura da autora, a Irmã Lúcia. "Não é a ausência de assinatura que invalida a autenticidade do documento; pudemos comparar a letra com outros documentos manuscritos pela Irmã Lúcia e chegar à conclusão de que este, que não está assinado, é da mesma autora. Esta é a conclusão científica", explica.
Entre outras, foram alvo de análise a letra, o uso de abreviaturas, o esmero na execução gráfica, a assinatura (que o documento não possui), a data de lugar e a data cronológica, o tipo e tamanho de papel, a tinta.
Com a autorização do Arquivo da Congregação para a Doutrina Fé, onde o manuscrito estava depositado, Maria José Azevedo Santos, acompanhada pelo então diretor do serviço de Estudos e Difusão (SESDI) do Santuário de Fátima, padre Luciano Cristino, e pelo diretor do Museu do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte (atual diretor do SESDI), partiram rumo a Roma em inícios de setembro de 2013, onde, durante uma semana, recolheram os elementos necessários ao estudo diplomático e paleográfico do documento.
O Manuscrito da Terceira Parte do Segredo de Fátima, propriedade do Vaticano, atualmente confiado ao Santuário de Fátima que o colocou na exposição temporária "Segredo e Revelação", patente ao público até ao final de outubro de 2014.
(MEM)

Uniões homossexuais: evidente instrumentalização das palavras do papa
Porta-voz do Vaticano reafirma o que Francisco já pensava como bispo na Argentina
Por Redacao
ROMA, 07 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Depois que a revista Civiltà Cattolica publicou a conversa do dia 29 de novembro entre o papa Francisco e os superiores religiosos, várias reportagens abordaram a questão das uniões homossexuais e atribuíram ao papa certas ideias que ele nunca manifestou. O diretor da sala de imprensa do Vaticano pôs os pingos nos is mediante um comunicado.
"Na conversa com os superiores religiosos, o papa reflete sobre a situação atual da educação de crianças e jovens, bem diferente em comparação com o passado, já que muitos deles vivem em situações familiares difíceis, com pais separados, com novas uniões anômalas, às vezes homossexuais, etc.", disse o pe. Federico Lombardi, acrescentando que "a educação e o anúncio da fé, naturalmente, não podem prescindir desta realidade; temos que prestar atenção ao bem das novas gerações, acompanhando-as com afeto, justamente a partir da situação concreta delas, para não provocar reações negativas que as indisponham a acolher a fé".
"Este assunto, em certo sentido óbvio, sobre as tarefas educativas da Igreja, tratado no dia 29 de novembro em termos gerais, foi relacionado por diversos meios de comunicação italianos com a temática levantada nos últimos dias sobre o reconhecimento das uniões civis de parceiros homossexuais".
"As palavras [do papa] estão sendo evidentemente forçadas, tanto que, em certos casos, parece uma instrumentalização. Falar de 'abertura às uniões gays' é paradoxal, porque as palavras do papa são genéricas, e até o pequeno exemplo concreto citado pelo papa, sobre uma menina triste porque a namorada de sua mãe não gostava dela, se refere justamente ao sofrimento dos filhos".
"O papa não se expressou sobre um debate reaberto na Itália um mês depois", afirmou o porta-voz, destacando: "Quem se lembra das posições manifestadas por ele na Argentina em debates análogos sabe que eram absolutamente diferentes das posições que alguns tentaram sub-repticiamente atribuir a ele neste momento".

Rabino Skorka: em Israel o Papa Francisco levará uma mensagem de paz para o mundo
Nas declarações à Agência Judaica de Notícias, recordou a visão de Isaías: De suas espadas forjarão relhas de arados. E não se arrastarão mais para a guerra
Por Redacao
ROMA, 06 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O rabino argentino Abraham Skorka afirmou ontem que "a visita do Papa Francisco a Israel levará uma mensagem de paz para o mundo", em declaração à Agência Judaica de Notícias, após o Angelus deste domingo, quando o Santo Padre anunciou a sua viagem de três dias à Terra Santa, de 24 a 26 maio.
Skorka, da comunidade Benei Tikvá e reitor do Seminário Rabínico Latino-americano acrescentou: "Foi uma notícia que recebi com grande alegria. A primeira vez que nos reunimos em Roma, falamos sobre este tema. Sonhamos com visita à Terra Santa, a Israel, em particular, sobre a amizade profunda e a mensagem de paz para todos os cidadãos da região."
O rabino Skorka e o então cardeal Jorge Bergoglio cultivaram uma amizade profunda, especialmente nos últimos três anos em Buenos Aires, onde aprofundou-se o diálogo inter-religioso. Desses encontros nasceu o livro "Sobre o céu e a terra ", publicado em 2010 e o programa de TV "Bíblia: diálogo vigente".
Skorka esteve recentemente em Roma e teve várias conversas com Papa Francisco, sendo hóspede na residência Santa Marta.
"Conversamos sobre a contribuição que ele pode trazer, a partir de seu lugar, de alguma forma, se Deus quiser, para concretizar esta visão, ou pelo menos dar-lhe uma dimensão maior. De acordo com os profetas, da paz sincera, honesta e profunda em Sião, haverá uma mensagem de paz sólida que se materializará em todo o mundo. Recordemos a visão do profeta Isaías, capítulo 2: ´De suas espadas forjarão relhas de arados. E não se arrastarão mais para a guerra´." Afirmou à Agencia Judaica de Notícias.
"Se esta viagem acontecer desta maneira, será algo grandioso, porque é um sonho abraçá-lo em frente ao Kotel. Seria um sinal para tentar acabar com 2000 anos de desentendimentos entre judeus e cristãos, e começar uma nova fase."
(Trad.:MEM)


Homens e Mulheres de Fé


Papa Francisco significa esperança para as novas gerações
Jovem de 16 anos explica como o cristianismo de Bergoglio, humilde e puro como o de Francisco de Assis, conquista os jovens que tinham preconceitos contra a Igreja e o Papado
Por Andrea Francesco Allegretti
ROMA, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Para uma parte da nova geração a Igreja Católica é vista como o exemplo máximo da severidade e da precisão, bem como uma fusão de poder e segredo que perdura por séculos. Escândalos recentes envolvendo o IOR, o mordomo que traiu o Papa, os cardeais acusados de pedofilia, não fizeram nada além de alimentar uma imagem corrupta do Vaticano. Os meios de comunicação de massa têm apresentado, às vezes exageradamente, a Cúria, o Vaticano e a Igreja Católica, em uma perspectiva negativa, onde o sagrado e o profano se unem em projetos para alcançar o poder.
Para os jovens, no entanto, não é mostrado o quanto a Igreja e os Papas sabem sobre esta situação e tentam contrapor o que Paulo VI chamou de "a fumaça de Satanás que entrou na Santa Mãe Igreja através de alguma fissura". A cultura dominante parece empurrar em direção a corrupção dos costumes e o abandono da identidade e das raízes cristãs. Isso criou confusão, especialmente entre os jovens, a tal ponto que a filosofia e os ensinamentos de grandes homens como Santo Agostinho de Hipona, São Boaventura, São Tomás de Aquino e outros, parecem ser completamente desconhecido para os meninos e meninas de hoje.
Emerge, então, a pergunta: o que será do conhecimento e da civilização cristã? Uma resposta inovadora chegou no ano passado, através de Jorge Mario Bergoglio, um homem "trazido do fim do mundo" e eleito Papa com o nome de Francisco, em memória a São Francisco de Assis. Um nome que evoca uma Igreja pura, santa, pobre, verdadeiramente cristã, que está começando a reformar a Cúria em Roma a partir do topo para garantir que o próximo não seja olhado do alto de um edifício, mas cara a cara, fora da sacristia, que vai às ruas para estender a mão e fazer o bem.
A simplicidade do Papa Francisco atrai: com seus sapatos pretos ortopédicos, o seu "boa tarde", a sua cruz de prata, conseguiu despertar grande interesse entre os jovens, mesmo os mais distantes, tocando os corações daqueles que têm preconceitos e difamam a Igreja e o Papa. Após os ensinamentos morais de Bento XVI, o Senhor enviou-nos um Papa que desde a sua eleição está dando lições práticas sobre como viver intensamente e profundamente a Palavra de Deus hoje, demonstrando sua atualidade.
É incrível para nós jovens escutar do Papa: "Não tenham medo de ir contra a corrente!", ou seja, fazer tesouro do ser "rebelde", "moderno" para dar testemunho de Cristo ao mundo e, sobretudo, fazer entender que ser cristão não é uma mistura de deveres e submissões, mas é alegria, a alegria de viver uma vida santa, uma vida de amor, consciente de ser amado.
Respondendo à pergunta "o que será de tudo isso?", podemos dizer: é preciso acreditar e esperar que as palavras do Papa Bergoglio se espalhem e propaguem entre os jovens, de modo que através dele o mundo descubra mais e mais um cristianismo humilde, puro e tão verdadeiro quanto o de Francisco de Assis. Uma Igreja moderna, alegre e jovem como a de Francisco, bispo de Roma, de modo que ressoe, mais uma vez,a voz do Senhor que diz: "Vai, Francisco, e repara a minha casa".


Mundo


Comunicação, desafios e possibilidades para evangelizar na era da cultura digital
Abertas as inscrições para o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação. Confirmada participação do Pe. Antônio Spadaro
BRASíLIA, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Serão realizados, de 24 a 27 de julho, em Aparecida (SP), o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação e o 2º Seminário Nacional de Jovens Comunicadores.
De acordo com a assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Ir. Élide Fogolari, esta é uma oportunidade de comunhão nos trabalhos das comissões. "Integrar esses dois grandes grupos da Igreja é entender que a comunicação e a evangelização são realizadas, sobretudo, pela juventude que deseja algo novo e tem esperança. A maioria dos participantes que atua na Pastoral da Comunicação é jovem". Conforme nota publicada no site da CNBB.
O tema "Comunicação, desafios e possibilidades para evangelizar na era da cultura digital" será refletido ao longo do encontro nos seminários e painéis com a presença pesquisadores da comunicação. Está confirmada a participação de palestrantes internacionais como o padre jesuíta, Antônio Spadaro, autor dos livros Web 2.0 e Ciberteologia e de Letícia Soberón, da Rede de Informática da Igreja na América Latina (RIIAL), entre outros especialistas.
São esperados aproximadamente 700 participantes. Os valores e a ficha de inscrição estão disponíveis no link Encontro Nacional.
(MEM)

Espanha: atentados contra instituições católicas pedem aborto livre
Desconhecidos incendeiam templo emblemático da Semana Santa de Sevilha. Edifícios da Igreja são pichados com ameaças. Arcebispo e Conselho de Irmandades condenam ataques
Por Redacao
MADRI, 08 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A arquidiocese espanhola de Sevilha condenou energicamente o incêndio provocado no último domingo na igreja de Santa Marina e informou que não houve danos pessoais nem prejuízos graves.
O ataque aconteceu na madrugada de 5 de janeiro, quando "dois recipientes com líquido inflamável foram arremessados contra as portas do templo e ocasionaram as chamas nas cortinas que havia por dentro", de acordo com a polícia. Os bombeiros, avisados pela vizinhança, agiram rápido e garantiram que o susto se limitasse a danos materiais leves.
Em comunicado, a arquidiocese recrimina quem "se atreve a cometer esses gestos de vileza, que ofendem a Deus, os fiéis católicos e muitas pessoas de boa vontade e que são expressão de um ódio estéril que só gera exaltação e medo e não contribui para a convivência pacífica e justa".
O Conselho Geral de Irmandades e Confrarias de Sevilha manifestou "consternação" e "enérgico repúdio" ao "atentado sofrido por este emblemático templo", sede da Irmandade da Sagrada Ressurreição. Em comunicado, o conselho afirma que o atentado "é contra os sentimentos religiosos e contra os bens patrimoniais religiosos custodiados pelos templos e pelas irmandades", o que demonstra o "desprezo mais absoluto pela liberdade humana e pelos valores da convivência cívica".
O texto afirma ainda que as irmandades e confrarias de Sevilha representam um "valioso meio de expressão" da fé católica e dos sentimentos religiosos de "milhares de sevilhanos" e exigem de todos os cidadãos e dos poderes públicos o "respeito escrupuloso da liberdade religiosa e de culto público, elementos essenciais para a convivência cidadã".
A igreja de arquitetura gótica mudéjar, sede canônica da irmandade que encerra a Semana Santa de Sevilha, é um dos templos mais antigos da cidade, construído por volta de 1265.
A tentativa de incêndio foi precedida por pichações em defesa do aborto, feitas algumas noites antes em diversas outras igrejas. Numa das fachadas da capela das Dores, da Irmandade dos Servitas, uma pichação ameaçou durante vários dias: "Pelos nossos mortos, fogo!!!". Na véspera de Natal, outra pichação, no convento de Santa Paula, dizia: "Meu corpo, minha decisão. Aborto livre", além de "Solidariedade anarquistas presos".
Na mesma noite do incêndio provocado, a igreja de São Marcos também apareceu pichada com as palavras "aborto livre". Mais pichações em defesa do aborto surgiram na localidade de Dos Hermanas, nas paredes de um colégio religioso e na sede de uma irmandade.

A polêmica da palavra "Alá" na Malásia: sacerdote católico é interrogado
Duas horas cara a cara com a polícia: diretor do semanário católico Herald é acusado de "sedição". Muçulmanos de todo o mundo debatem a polêmica
ROMA, 10 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A agência AsiaNews noticiou que a polícia da Malásia entregou ontem ao Ministério Público do país as atas do interrogatório a que foi submetido o pe. Lawrence Andrew, diretor do semanário católico "Herald", da arquidiocese da capital, Kuala Lumpur.
O sacerdote caiu na mira das autoridades devido às suas recentes declarações sobre a polêmica do uso da palavra "Alá" por parte de não muçulmanos. Ele está sendo investigado por suposta "sedição". Fontes católicas relatam que a situação local "está muito difícil" e que o pe. Lawrence não tem a intenção de fazer declarações oficiais à imprensa, para não alimentar ainda mais a polêmica.
O Ministério Público, por sua vez, tem negado os rumores de possíveis novos convites ao pe. Lawrence para comparecer perante as autoridades depois de ter criticado a apreensão de centenas de exemplares da bíblia por autoridades islâmicas de Selangor.
Em 7 de janeiro, o pe. Lawrence foi interrogado durante duas horas pela polícia da capital: o motivo foram as declarações feitas pelo sacerdote de que as organizações e instituições islâmicas não têm direito nem jurisdição para interferir em instituições e associações cristãs.
O padre acrescentou que as igrejas da região continuarão usando o nome de "Alá" para descrever o Deus cristão nos cultos de domingo, porque a proibição de empregar a palavra se aplica somente à publicação "Herald".
Junto com o sacerdote, foram interrogadas outras 99 pessoas. A polícia já confirmou o fim das investigações e agora cabe ao Ministério Público malaio avaliar as posições individuais e decidir se haverá processos. À polícia, o pe. Lawrence forneceu várias provas, incluindo textos antigos e edições de bíblias, para mostrar que a palavra "Alá" é usada pelos cristãos há séculos.
O caso ultrapassou as fronteiras da Malásia e abasteceu um incendiado debate entre os muçulmanos de todo o mundo. Muhammad Musri, imã e especialista em lei islâmica nos Estados Unidos, chegou a se dirigir ao governo de Kuala Lumpur pedindo que a justiça autorize os cristãos a usarem a palavra "Alá". "Eu sou especialista em islã e aprendi o alcorão de cor", diz ele, que considera que a decisão do tribunal de proibir os cristãos malaios de usar o termo é "contrária aos valores do islã" e deve ser revista, já que se trata de um "erro trágico".
Na própria Malásia, a intimação ao pe. Lawrence chamou vasta atenção. Ela aconteceu poucos dias depois que funcionários do Departamento Religioso Islâmico invadiram a Sociedade Bíblica da Malásia em Selangor e apreenderam 320 exemplares da bíblia em língua malaia, além de reterem, durante algumas horas, dois membros da comunidade cristã local.
A blitz islamita nas instalações da sociedade cristã entra na polêmica levantada pelo uso da palavra "Alá" por parte dos não muçulmanos. Em outubro passado, o Tribunal de Recurso proibiu o "Herald", publicação católica da arquidiocese de Kuala Lumpur, de usar a palavra "Alá" em referência ao Deus cristão. O pe. Lawrence, diretor da publicação semanal, entrou com pedido de recurso contra a sentença.
Após o veredito, funcionários do Ministério do Interior bloquearam 2.000 exemplares da revista no aeroporto de Kota Kinabalu, Estado de Sabah, "justificando" o gesto com a necessidade de verificar se a publicação estava mesmo cumprindo a ordem e se não havia "uso indevido da palavra Allah".

Contribuição do Papa chega às contas da JMJ
Francisco dispôs de R$ 11,7 milhões para saldar déficit
RIO DE JANEIRO, 07 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A Assessoria de Imprensa do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 informou no dia 3 de janeiro, que o Papa Francisco dispôs a contribuição de R$ 11,7 milhões para saldar parte dos últimos investimentos feitos para a realização da Jornada.
Segundo a nota divulgada pelo COL, "quando o Papa Francisco esteve no Rio, em julho de 2013, ficou bem impressionado com tudo que experimentou naqueles dias, manifestando a intenção de contribuir financeiramente com a Jornada Mundial da Juventude. Foi uma iniciativa que partiu dele, reconhecendo a importância da JMJ para a juventude, a sociedade e a Igreja". 
A JMJ Rio2013 passou por auditoria independente da Ernst&Young que confirmou o déficit de R$ 91,3 milhões, registrado em 31 de agosto último. Após o evento, com a negociação com fornecedores, doações, campanha e a venda de um imóvel, o saldo da dívida com credores diminui para R$ 43,2 milhões, sendo R$ 20,28 milhões devidos a diversos fornecedores e R$ 22,92 milhões com despesas de alimentação.
Em outubro, foi lançada a campanha de doações, que recebeu cerca de R$ 800 mil. Estes recursos foram aplicados na JMJ Rio2013. A JMJ consolidou parcerias que resultaram no lançamento de quatro produtos (três DVDs e um CD). As vendas também serão fontes de recursos.
Em nota publicada no site da Arquidiocese lê-se ainda que "Há um esforço local para saldar os compromissos financeiros assumidos pelo COL. Os contratos que ainda estão em aberto estão sendo renegociados e os valores pendentes devem ser quitados o mais breve possível. Após o evento, com a negociação com fornecedores da JMJ e venda de um imóvel, o saldo da dívida com credores ficou em R$ 43,2 milhões. O imóvel, de propriedade da Casa do Pobre de Nossa Senhora de Copacabana, foi vendido a título de empréstimo."
(MEM)

Papa Francisco está entre os dez "homens -chave de 2013 ", segundo a imprensa chinesa
É a primeira vez que uma personalidade religiosa aparece no ranking anual do China International Forum Press
Por Redacao
ROMA, 07 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Papa Francisco está entre os dez "homens -chave de 2013 ", segundo a imprensa chinesa.
Conforme relatado pela Agência Fides, o resultado saiu por ocasião do décimo quinto China International Press Forum, realizado no último 15 de dezembro, em Hainan, com voto aberto de 50 representantes da mídia, associações de jornalistas e diplomatas mais importantes da República Popular da China.
No ranking da mídia chinesa, o Santo Padre está em terceiro lugar. A lista "top ten" inclui, entre outros: o presidente russo Vladimir Putin e o presidente iraniano Hassan Rohani, o ex-presidente egípcio Muhamad Morsi, deposto em julho passado, o ex-presidente Sul-Africano Nelson Mandela, que morreu no mês passado.
É a primeira vez que uma personalidade religiosa aparece no ranking anual do China International Forum Press.

Equador: presidente Rafael Correa critica duramente a ideologia de gênero
Correa afirmou que respeita as pessoas, mas critica essa ideologia que querem impor aos jovens. Grupos homossexuais reagiram
Por Sergio Mora
ROMA, 07 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - A ideia de que a liberdade individual permite a cada um escolher se é homem ou mulher "é uma barbaridade que não resiste à menor análise, que atenta contra tudo, contra as leis naturais. Respeitamos quem pensa assim, mas não é aceitável que eles imponham as suas crenças a todos. Não imponham isso aos jovens. Existe gente ensinando isso aos nossos jovens".
Quem se manifestou com essas palavras foi o presidente do Equador, Rafael Correa, em 28 de dezembro de 2013, durante uma reunião política no local de construção do novo Hospital Monte Sinai, na província equatoriana de Guayas.
O presidente do país sul-americano deixou claro que aposta na família convencional: "Eu acho que essa ideologia de gênero, essas fantasias destroem a família convencional, que continua sendo, e eu acho que vai continuar sendo, a base da nossa sociedade. Viva a mulher, viva o movimento feminista pela igualdade dos direitos! Mas vamos ficar atentos diante desses extremos que dizem que não existem mais homens nem mulheres naturais, que seriam só construções sociais".
Correa apoiou a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas não a "igualdade em todos os aspectos, porque, graças a Deus, homens e mulheres são diferentes, complementares, e não é questão de impor estereótipos, mas é bom que uma mulher preserve os seus traços femininos e que um homem preserve os seus traços masculinos".
O presidente equatoriano criticou quem faz da defesa da vida ou da família uma questão política, quando se trata, na verdade, de um problema moral. E especificou: "Se Pinochet era abortista, então ele era de esquerda; se o Che Guevara era contrário ao aborto, era de direita; isso não tem nada a ver com direita ou esquerda, são barbaridades, são questões morais".
Rafael Correa matizou que "todos lutamos pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas esses movimentos feministas fundamentalistas são outra coisa".
"E insisto", prosseguiu o presidente: "essa ideologia, para mim, é perigosíssima. Estão ensinando para os nossos jovens em alguns colégios essa ideologia de gênero, que basicamente diz que não existe homem e mulher natural, que a natureza não determina o sexo, que [a identidade sexual] vem dos condicionamentos sociais e que para ter verdadeira liberdade eu tenho que me livrar desses condicionamentos sociais e escolher o meu gênero. Isso não resiste à menor análise. É pura e dura ideologia, muitas vezes para justificar o modo de vida de quem gera essas ideologias. Respeitamos essas pessoas como pessoas, mas não compartilhamos essas barbaridades que não suportam a menor análise acadêmica e que destroem a base da sociedade, que continua sendo a família convencional".
As palavras do presidente do Equador despertaram a reação de movimentos ideológicos e dos grupos GLBTI (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e intersexuais), que o criticaram especialmente nas redes sociais, conforme as informações veiculadas pelo jornal equatoriano El Comercio. Entre os mais críticos, destacaram-se os promotores do chamado "matrimônio civil igualitário", como Pamela Troya e Gabriela Correa, que tiveram seu pedido de casamento negado pelo Registro Civil equatoriano por "não cumprimento de todos os requisitos para aprovação".
Esses grupos acusam o presidente de entrar em contradição com a própria postura manifestada em 13 de dezembro, quando Correa se reuniu com oito representantes do lobby LGBTI em Guayaquil e se comprometeu com a defesa dos direitos das pessoas homossexuais.


Entrevistas


Dom Shomali: o papa vem rezar pela paz, pelo diálogo e pela reconciliação
Entrevista com o bispo auxiliar e vigário patriarcal de Jerusalém e dos Territórios Palestinos
Por Ivan de Vargas
ROMA, 08 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - O papa Francisco anunciou neste domingo que visitará a Terra Santa nos dias 24, 25 e 26 de maio deste ano. Durante o ângelus na Praça de São Pedro, o pontífice pediu que os fiéis rezem por essa peregrinação, que, conforme explicou, servirá para comemorar o histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras, cinquenta anos atrás.
Por ocasião dessa viagem de relevância crucial, ZENIT entrevistou com exclusividade o bispo auxiliar e vigário patriarcal de Jerusalém e dos Territórios Palestinos, dom William Shomali.
Como a comunidade cristã da Terra Santa recebeu o anúncio oficial da visita do papa Francisco?
Dom William Shomali: A nossa comunidade cristã gosta muito do papa Francisco, por causa dos seus gestos em favor dos pobres e do Oriente Médio. Os fiéis se impressionaram com a oração pela Síria, da qual nós participamos intensamente. Ele será muito bem-vindo. O presidente palestino também deu as boas-vindas a ele em nome de todos, dos muçulmanos e dos cristãos.
O que a Igreja Mãe espera desse encontro com o Vigário de Cristo?
Dom William Shomali: Essa visita tem diversas dimensões. No aspecto ecumênico, nós queremos uma abertura maior aos ortodoxos. Em segundo lugar, esperamos mais abertura ao islã e ao judaísmo. Ou seja, um diálogo mais intenso e que dê mais frutos. Que haja mais respeito recíproco. Também esperamos uma palavra do papa Francisco por mais liberdade religiosa no Oriente Médio. A paz… Esperamos uma palavra aos políticos das duas nações, aos palestinos e aos israelenses. Um convite para negociar de verdade a paz, para não continuar esperando anos e anos… Que o processo seja acelerado. E por último, mas não por isso menos importante, que o papa encoraje os cristãos a viver a fé e a considerar a presença aqui na Terra Santa como um privilégio e uma vocação, para que eles não abandonem a Terra Santa.
O Santo Padre definiu essa viagem como uma "peregrinação de oração". Essa vai ser a característica predominante?
Dom William Shomali: Uma peregrinação tem sempre um significado de aprofundamento na fé e um sentido de conversão. Isso é para todos. O papa Francisco diz humildemente que vem como um peregrino, como todos os que vêm aqui, para crescer na fé e se converter no âmbito pessoal. Mas ele vem também rezar pelas intenções do mundo, porque ele não é uma pessoa privada... É o papa, sucessor de São Pedro e Vigário de Cristo. Ele vem rezar não só pelas suas intenções, mas pelas de todo o mundo: a paz, o diálogo e a reconciliação.
Sabemos que vão ser três etapas. Mas parece evidente que, para um pontífice que se inspira em São Francisco de Assis, os momentos mais intensos da peregrinação vão acontecer na humildade e na pobreza de Belém e no Calvário em Jerusalém, dois lugares intimamente unidos.
Dom William Shomali: Não só para o papa Francisco. Belém e Jerusalém são inseparáveis para todos. Não podemos separar o nascimento de Jesus da Redenção. Esta é uma verdade teológica. E, mesmo geograficamente, Belém e Jerusalém estão a dez minutos quando o trânsito na rodovia está fluindo. Especialmente nos sábados, com menos carros.
O senhor gostaria de enviar uma mensagem para os leitores da ZENIT?
Dom William Shomali: Eu convido a todos, como o papa, a rezar pelo sucesso desta peregrinação, porque o papa sempre disse: "É a oração que torna um ato frutuoso". Francisco é um grande comunicador e tem êxito porque reza muito. E nós queremos ajudá-lo na oração, para que essa viagem dê os frutos desejados por ele e por nós.


Angelus


Angelus: no dia do batismo de Cristo ainda contemplamos os céus abertos
Dom Orani, arcebispo do Rio de Janeiro, nomeado cardeal
CIDADE DO VATICANO, 12 de Janeiro de 2014 (Zenit.org) - Após a Santa Missa e o batizado de 32 crianças, o Papa Francisco da janela da Residência Apostólica, no Vaticano, rezou a oração do Angelus, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de Sao Pedro.
Publicamos a seguir as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Francisco.
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje é a festa do Batismo do Senhor. Nesta manhã, batizei 32 crianças. Agradeço convosco ao Senhor por estas novas criaturas e por cada vida nova. Eu gosto de batizar crianças. Eu gosto tanto! Cada criança que nasce é um dom de alegria e de esperança, e cada criança que é batizada é um prodígio da fé e uma festa para a família de Deus.
O Evangelho de hoje enfatiza que, quando Jesus recebeu o Batismo por João no Rio Jordão, "se abrem para ele os céus" (Mt 3, 16). Isto realiza as profecias. De fato, há uma invocação que a liturgia nos faz repetir no tempo do Advento: "Se rasgásseis os céus, se descêsseis" (Is 63, 19). Se os céus permanecem fechados, o nosso horizonte nesta vida terrena é escuridão, sem esperança. Em vez disso, celebrando o Natal, a fé mais uma vez nos deu a certeza de que os céus se rasgaram com a vinda de Jesus. E no dia do batismo de Cristo ainda contemplamos os céus abertos. A manifestação do Filho de Deus sobre a terra marca o início do grande tempo da misericórdia, depois que o pecado tinha fechado os céus elevando uma barreira entre o ser humano e o seu Criador. Com o nascimento de Jesus, os céus se abrem! Deus nos dá em Cristo a garantia de um amor indestrutível. Uma vez que o Verbo se fez carne é possível ver os céus abertos. Foi possível para os pastores de Belém, para os Magos do Oriente, para o Batista, para os apóstolos de Jesus, para Santo Estêvão, o primeiro mártir, que exclamou: "Contemplo os céus abertos!" (At 7, 56). E é possível também para cada um de nós, se nos deixamos invadir pelo amor de Deus, que nos vem dado pela primeira vez no Batismo por meio do Espírito Santo. Deixemo-nos invadir pelo amor de Deus! Este é o grande tempo da misericórdia! Não se esqueçam disso: este é o grande tempo da misericórdia!
Quando Jesus recebeu o batismo de penitência de João o Batista, solidarizando com o povo penitente – Ele sem pecado e não necessitado de conversão – , Deus Pai fez ouvir a sua voz do céu: "Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado" (v. 17) Jesus recebe a aprovação do Pai celeste, que o enviou propriamente para aceitar partilhar a nossa condição, a nossa pobreza. Partilhar é o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, considera-nos irmãos e partilha conosco. E assim nos torna filhos, junto com Ele, de Deus Pai. Esta é a revelação e a fonte do verdadeiro amor. E este é o grande tempo da misericórdia!
Não parece que no nosso tempo nos seja necessário um suplemento de partilha fraterna e de amor? Não parece que todos temos necessidade de um suplemento de caridade? Não aquela que se contenta com a ajuda de improviso, que não envolve, não coloca em jogo, mas aquela caridade que partilha, que cuida da necessidade e do sofrimento do irmão. Que sabor conquista a vida quando se deixa inundar pelo amor de Deus!
Peçamos à Virgem Santa para nos apoiar com a sua intercessão no nosso empenho de seguir Cristo no caminho da fé e da caridade, o caminho traçado pelo nosso Batismo
(Após o Angelus)
Dirijo a todos a minha cordial saudação, em particular, às famílias e aos fiéis provenientes de várias paróquias da Itália e de outros países, bem como às associações aos diversos grupos.
Hoje, gostaria de dirigir um pensamento especial aos pais que trouxeram seus filhos para o Batismo e àqueles que estão se preparando para o Batismo de seus filhos. Uno-me a alegria dessas famílias, agradeço com eles ao Senhor, e rezo para que o Batismo dos filhos auxilie os próprios pais a redescobrirem a beleza da fé e a retornarem de um modo novo para os sacramentos e para a comunidade.
Conforme já anunciado, no próximo dia 22 de fevereiro, Festa da Cátedra de Sao Pedro, terei a alegria de realizar um Consistório, durante o qual nomearei 16 novos Cardeais, que pertencem a 12 nações de todo o mundo, representando a profunda relação eclesial entre a Igreja de Roma e as outras Igrejas espalhadas pelo mundo.
No dia seguinte presidirei uma solene concelebração com os novos Cardeais, enquanto nos dias 20 e 21 haverá o Consistório com todos os Cardeais para refletir sobre o tema da família.
Eis o nome dos novos Cardeais:
1 – Dom Pietro Parolin, arcebispo titular de Acquapendente, Secretario de Estado
2 – Dom Lorenzo Baldisseri, arcebispo titular di Diocleziana, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos.
3 – Dom Gerhard Ludwig Műller, arcebispo-bispo emérito di Regensburg, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé
4 – Dom Beniamino Stella, arcebispo titular di Midila, Prefeito da Congregação para o Clero.
5 – Dom Vincent Nichols, arcebispo de Westminster (Grã Bretanha).
6 – Dom Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo di Managua (Nicaragua).
7 – Dom Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo di Québec (Canadá).
8 – Dom Jean-Pierre Kutwa, arcebispo de Abidjan (Costa d'Avorio).
9 – Dom Orani João Tempesta, O.Cist., arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil).
10 – Dom Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città della Pieve (Italia).
11 – Dom Mario Aurelio Poli, arcebispo di Buenos Aires (Argentina).
12 – Dom Andrew Yeom Soo jung, arcebispo de Seoul (Korea)
13 – Dom Ricardo Ezzati Andrello, S.D.B., arcebispo di Santiago del Cile (Cile).
14 – Dom Philippe Nakellentuba Ouédraogo, arcebipso de Ouagadougou (Burkina Faso).
15 – Dom Orlando B. Quevedo, O.M.I., arcebispo de Cotabato (Filippine).
16 – Dom Chibly Langlois, bispo di Les Cayes (Haïti).
Arcebispos eméritos
1 – Dom Loris Francesco Capovilla, arcebispo titular de Mesembria
2- Dom Fernando Sebastián Aguilar, C.M.F., arcebispo emérito de Pamplona
3- Dom Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries.
(TRad.:CN noticias/Zenit)


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'A Lógica da Criação'


Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim




“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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