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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

[Novo post] O PT como a síntese de um partido antissocial: um pouco sobre a falta de civilidade petralha no ataque a Eduardo Campos




lucianohenrique publicou: " Depois que eu criei o verbete Baixaria Total, como um dos jogos políticos jogados pela esquerda, torna-se mais fácil visualizar instâncias desse jogo no dia a dia do ato político esquerdista. Como não poderia deixar de ser, até mesmo a direção do PT r" 



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Nova publicação em Ceticismo Político 











Depois que eu criei o verbete Baixaria Total, como um dos jogos políticos jogados pela esquerda, torna-se mais fácil visualizar instâncias desse jogo no dia a dia do ato político esquerdista. Como não poderia deixar de ser, até mesmo a direção do PT resolveu caprichar na execução deste jogo, o que normalmente é pouco típico da guerra política: são os cães da militância que devem partir para a baixaria, não os líderes do partido.

Mas como o PT está perdendo a cada dia toda e qualquer noção de vida em sociedade, eles lançaram, em sua página do Facebook, o texto "A Balada de Eduardo Campos":


A BALADA DE EDUARDO CAMPOS


Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado.

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.

E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo "lulo-petismo", essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira.

Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples.

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela.

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora.

O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País.

Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

"Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores", lamentou Eduardo Campos.

Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar.

Como se nota, eles não se furtam em ofender o oponente, mesmo em um discurso recheado de chantagens emocionais, e até chantagens de fato. Basicamente o discurso petista é composto de frames para repetir sempre o mesmo: "Eu já lhe dei esses benefícios, portanto você deveria estar do meu lado". Sem querer, eles confessam que a política, para eles, é sempre baseada em baixo nível.

O site oficial do PSB publicou uma nota a respeito de toda a baixaria petista:



Nota Oficial do PSB sobre nota publicada no perfil oficial do PT no Facebook


Sobre nota publicada no perfil oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) no Facebook, intitulada "A Balada de Eduardo Campos", o Partido Socialista Brasileiro (PSB) considera que:

1. Fica evidente o desespero da direção do Partido dos Trabalhadores frente à discussão democrática do PSB em ter candidato próprio à Presidência da República em 2014. Tal desespero só demonstra a força das ideias e do debate que o PSB está propondo, sendo a real alternativa para que o Brasil avance nas mudanças que o povo brasileiro clama e precisa;

2. É impossível negar os avanços que o Governo de Pernambuco obteve nos últimos sete anos, sob o comando do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Alegar que o sucesso do Governo de Pernambuco deveu-se a ajuda federal é, no mínimo, ingênuo, pois tal ajuda se fez presente a todos os Estados, inclusive aqueles dirigidos pelo PT, que não tiveram a mesma capacidade de formulação de projetos, planejamento e execução que o Governador Eduardo Campos, o mais bem avaliado e aprovado do país, reeleito com a maior votação da história do seu Estado.

3. Além do ataque covarde e despolitizado ao Governador Eduardo Campos, a nota ainda usa termos chulos para tratar a ex-senadora Marina Silva, líder da Rede Sustentabilidade e filiada do PSB, uma ativista reconhecida internacionalmente pela sua defesa do desenvolvimento sustentável e figura de postura ímpar na política brasileira.

4. A nota revela que a parcela que hoje domina o PT perdeu completamente seu espírito republicano, abandonou seu norte politico e transformou-se numa seita fundamentalista que ataca qualquer um, mesmo sendo um importante ator do campo das esquerdas, que discorde em qualquer medida da atual condução política e econômica do país e das velhas práticas políticas que se assiste em Brasília;

5. O PSB manter-se-á firme na propositura de mudanças profundas na forma de se fazer política no Brasil, resgatando a dignidade dos partidos e agentes politicos, tão desgastados pela descompostura daqueles que hoje formam a aliança que dirige Brasília.

6. Por fim, o PSB clama à sociedade brasileira que rechace a forma desrespeitosa, patética e desqualificada com a qual o Partido dos Trabalhadores está tentando conduzir o debate pré-eleitoral de 2014. O Brasil merece respeito.

Beto Albuquerque
Líder do PSB na Câmara dos Deputados

Na verdade, não é que o PT perdeu seu espírito republicano. Eles nunca tiveram esse espírito. O partido sempre foi baseado na "moral" que dita que "os fins justificam os meios". Portanto, eles podem fazer o que quiser.

Ainda assim, veja abaixo a mensagem de Eduardo Campos, em sua página do Facebook:


A esta altura do dia, a maior parte de vocês devem ter tido conhecimento do ataque covarde desferido contra mim. Não irei me pronunciar sobre o assunto, tudo o que é preciso dizer foi dito pelo vice-presidente do meu partido, o deputado Beto Albuquerque, na nota em anexo.

Em respeito às inúmeras pessoas que mandaram mensagens, direi apenas que sigo firme no debate de alto nível sobre o Brasil, sobre a construção de uma nova política que transforme verdadeiramente a vida das pessoas e do País.

O resto a gente ignora. Porque, enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa. Vamos em frente, pessoal.

A coisa foi tão acintosa que até o PSDB se solidarizou com Eduardo Campos e Marina Silva:


O PSDB manifesta solidariedade ao presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, e à ex-senadora Marina Silva por mais essa flagrante demonstração de intolerância do Partido dos Trabalhadores em relação aos seus opositores, o que confirma a incapacidade do partido de conviver com adversários e ideias que se contrapõem ao atual projeto de poder.

Agora na oposição, o governador de Pernambuco e a líder do Rede Sustentabilidade experimentam a face covarde e autoritária do ativismo petista, da qual outros líderes das oposições têm sido vítimas contumazes, nas redes sociais: ataques organizados, quase sempre encobertos pelo anonimato de uma suposta militância dedicada a destruir reputações, e que atua como um exército especializado em tentar transformar mentira em verdade e calúnia em informação.

Os brasileiros e a democracia brasileira reclamam um novo ambiente político, onde as divergências sejam respeitadas e as artimanhas de intolerância montadas para constranger adversários e impedir o debate democrático sejam desarmadas.

Executiva Nacional do PSDB

Brasília, 08 de janeiro de 2014

Por incrível que pareça, o site Brasil247 (usado para todas as fontes deste post), publicou um texto de Tão Gomes Pinto, intitulado "Grosserias contra Eduardo Campos agora são apenas um desabafo petista", que, para surpresa geral da nação, coloca-se de forma crítica contra a baixaria petista:


Não sei se é para rir ou chorar. A violenta e injustificada agressão ao candidato Eduardo Campos por parte do PT virou "um desabafo". Pelo menos é que diz um certo senhor Cantalice, que se auto identifica como "gestor das mídias sociais" do PT.

Não conheço esse cavalheiro, mas se ele é gerente da mídia eletrônica do partido deveria pelo menos tentar evitar as barbaridades que os militantes petistas escrevem nos seus comentários, invariavelmente grosserias de baixo calão. Ou será o senhor Cantalice um adepto do palavrão, o mais cavernoso possível e acha que assim está conquistando adeptos para o partido?

Não compactuo com essa visão da "tática" Cantalice da comunicação online. Acho que o uso frequente e continuado de palavrões pelos militantes (na verdade, trolls) acaba enchendo o saco do auditório que muda de canal. Táticas são táticas. Cantalice tem as dele. Mas, reconhecemos: o ataque petista a Eduardo Campos adquiriu em certos momentos o tom de desabafo. Quando traz para a eleição de 2014 a memória de Miguel Arraes, ou quando se lamenta pelo fato de Eduardo Campos ter sido membro de um governo petista. Ingrato, esse Eduardo, vocês não acham?

Eu pergunto: quantos ex-petistas autênticos andam espalhados pela aí, em outros grupamentos políticos? Quantos simplesmente abandonaram as atividades político-partidárias, desiludidos com os governos do PT? São dezenas, talvez centenas de brasileiros.

Eduardo Campos, tentando manter o nível alto do enfrentamento com Cantalice e Cia, dá-se ao trabalho de enumerar as ações de seu governo em Pernambuco que tiveram apoio do governo federal. Poderia - e no meu entender, deveria - ter sido mais sucinto, curto e bem grosso na linguagem preferida pelos "Cantalices" da vida.

Dizer simplesmente que deixara o PT e o governo porque vira, de perto, a maneira como o partido age. Afinal, nenhum candidato tem essa experiência. Ele sabe como é ser governo com o PT. E já percebeu que o tal senhor Cantalice não age por iniciativa própria. Tanto que endossa as palavras do líder do PSB, Beto Albuquerque, quando diz que a cúpula do PT está tentando transformar o partido numa seita fundamentalista.

Sejamos mais assertivos. O PT sempre se baseou em militantes que são doutrinados como membros de uma seita fundamentalista. Este tipo de pessoas vive ruminando ódio o dia inteiro, por causa da retórica de guerra de classes. Este é o combustível que a extrema-esquerda precisa, pois serve para turvar o senso crítico sobre qualquer discurso petista, além, é claro, de lhes dar motivação para lutar. Alias, se um dia o PT desaparecer, este tipo de comportamento será praticado pelo partido de esquerda que alcançar a hegemonia de esquerda.

Os militantes do PSB e do PSDB só são mais civilizados por que a extrema-esquerda hoje é representada pelo PT, e, por isso, as turbas de fanáticos moveram-se para lá.

Em outra palavras, o PT é hoje um partido antissocial, desde os seus líderes até os seus militantes mais servis, por que hoje representa a extrema-esquerda no Brasil.















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“Se não fosse a Santa Comunhão, eu estaria caindo continuamente. A única coisa que me sustenta é a Santa Comunhão. Dela tiro forças, nela está o meu vigor. Tenho medo da vida, nos dias em que não recebo a Santa Comunhão. Tenho medo de mim mesma. Jesus, oculto na Hóstia, é tudo para mim. Do Sacrário tiro força, vigor, coragem e luz. Aí busco alívio nos momentos de aflição. Eu não saberia dar glória a Deus, se não tivesse a Eucaristia no meu coração.”



(Diário de Santa Faustina, n. 1037)

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